'Mexicoke' vendida nos EUA mantém açúcar de cana

A Coca-Cola do México vendida nos Estados Unidos não deve perder tão cedo o famoso açúcar de cana, apesar dos rumores que circulam recentemente. Páginas na internet como Quartz e BuzzFeed vêm alertando que a Coca-Cola mexicana pode perder o apelo, uma vez que as engarrafadoras do país devem ajustar o mix de adoçantes para se adaptar a um novo imposto sobre bebidas com açúcar.

AE, Agencia Estado

07 de novembro de 2013 | 18h21

Em outubro, a Câmara dos Deputados do México aprovou um imposto de 1 peso mexicano (cerca de US$ 0,08) por litro de bebida com açúcar. O imposto faz parte de um esforço do governo para combater a obesidade e o diabetes tipo 2 no país. O México é o maior consumidor per capita de produtos da Coca-Cola no mundo e a América Latina é a região mais lucrativa para a empresa após a Europa.

Os rumores fazem aumentar o coro de descontentes nos EUA, uma vez que a Coca-Cola mexicana, conhecida pelos norte-americanos como Mexicoke, é um produto cultuado. Uma página no Facebook com mais de 10 mil seguidores insiste que o açúcar da Coca-Cola mexicana a torna melhor do que a versão com xarope de milho rico em frutose vendida nos EUA.

Muitos aficionados pela Mexicoke também são atraídos pelas garrafas de vidro, uma lembrança da infância, e argumentam que essa embalagem é menos permeável e menos suscetível a adulterações do que os cascos de plástico. A Arca Continental, engarrafadora com sede em Monterrey, no México, assegura que a Coca-Cola em garrafas de vidro destinada ao mercado americano continuará sendo adoçada somente com açúcar de cana.

Não é o caso da Coca-Cola vendida no México. Há muito tempo, o produto consumido pelos mexicanos é adoçado com uma mistura de xarope de milho rico em frutose e açúcar de cana. O mix varia, dependendo do preço desses adoçantes. Fonte: Dow Jones Newswires.

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