MG erradica plantações de banana abandonadas para conter sigatoka

Belo Horizonte, 9 - Produtores de banana do norte de Minas, maior região produtora da fruta no Estado, começaram nesta semana a erradicar 2 mil hectares de plantações abandonadas. A medida foi tomada depois de constatada a ocorrência de dois focos de Sigatoka Negra no sul do Estado, confirmados pelo Instituto Mineiro de Agricultura (IMA). Segundo o presidente da Associação dos Fruticultores do Norte de Minas e Sudoeste da Bahia (Abanorte), Dirceu Colares, as lavouras pertenciam a agricultores que não conseguiram investir em tecnologia para ampliar a produtividade, o que acabou tornando as plantações inviáveis. "As bananeiras fracas e mal nutridas têm todas as condições para que a doença se desenvolva", afirma. A Abanorte conta com tratores da Ruralminas, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado, para eliminar as plantações. Segundo Colares, a idéia é que os bananais sejam totalmente destruídos antes do início do período chuvoso, em outubro. A alta umidade aliada à elevada temperatura, de acordo com ele, favorecem ainda mais a contaminação por Sigatoka Negra. A região de abrangência da Abanorte, principalmente na área do Projeto Jaíba, é a que possui maior índice de produtividade da fruta em Minas, já que a maior parte das lavouras é irrigada. Atualmente, dos 40 mil hectares de plantações no Estado, 8 mil hectares estão na região, com produtividade de 1,5 mil caixas de 22 quilos/ha. Com isso a produção no local atinge 264 mil toneladas por ano, sendo que no ano passado a produção total de Minas foi de 548,2 mil toneladas. Além da eliminação dos bananais, o IMA instalou três barreiras fixas na região e iniciou o controle da entrada de produtos e mudas de outros Estados nas áreas de fronteira.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2004 | 18h19

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