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Microfranquia é a saída para cenário de poucos investimentos em 2015

Modelo de negócio é visto por especialistas como foco de oportunidades por atuar em mercados novos

BRUNO DE OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO

14 de janeiro de 2015 | 07h02

 

Em ano de expectativa de retração do consumo e, como consequência, de redução dos investimentos no mercado como um todo, uma das saídas apontadas por especialistas para quem planeja empreender e driblar a crise, ou crescer a partir dela, é apostar nas microfranquias.

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O que é comum ouvir em época de recessão é que são as micro e pequenas empresas, sobretudo as do setor de comércio, que sofrem primeiro os efeitos de uma crise por não contarem com margem para sobreviverem a ajustes de preços e taxas e por não terem muito poder de barganha junto aos grandes fornecedores.

No entanto, as microfranquias são apontadas como uma espécie de caminho interessante por serem modelos de negócios que geralmente lidam com novos produtos e serviços que exploram áreas cujo mercado ainda é novo.

"As microfranquias passaram por um período de pico, onde muita gente ficou interessada em investir, e hoje vivem um momento de consolidação. Percebemos em nossos eventos muitos interessados em empreender que estão trabalhando para identificar novas oportunidades, coisas que ainda não existem no mercado", disse Giulliano Antonelli Marcos, consultor do Sebrae-SP.

Para o consultor, a crescente procura de empreendedores por mais informações sobre microfranquias fez com que a organização da Feira do Empreendedor, evento realizado pelo Sebrae em São Paulo, em fevereiro deste ano, dividi-se o atendimento aos visitantes em quatro categorias: máquinas, serviços, vendas diretas porta a porta e negócios online.

Entre os modelos de microfranquias promissores para 2015, estão em destaque o comércio de alimentos, serviços para clientes que pertencem a nichos e a venda porta a porta. Segundo dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchising, o setor cresceu 31% em 2013, registrando um faturamento de R$ 5,9 bilhões. Naquele ano, foram abertas no Brasil pouco mais de 17 mil unidades.

"Justamente por ser um momento de maturação do setor, vão sobreviver no mercado quem conseguiu criar novas opções de produtos e serviços. Não é raro ouvirmos empreendedores que se deram bem vendendo algo em bicicletas adaptadas, food trucks ou que passaram a atender um público que passou despercebido pela concorrência", explicou o consultor.

De acordo com Lyana Bittencourt, especialista em franchising e diretora de marketing e desenvolvimento do Grupo Bittencourt, em cenários onde o consumo se encontra retraído, investir em um modelo de microfranquia que atue em novos mercados é uma necessidade. Os mercados mais maduros, onde já existe grande volume de empresas atuando, é mais difícil para os novatos prosperarem.

"Exemplos desses mercados promissores que estão surgindo e são pouco explorados são aqueles cujos públicos são idosos e crianças. Outra tendência para 2015 são empreendedores investindo em microfranquias de viagens e suplementos nutricionais. São dois segmentos que têm crescido bastante nos últimos anos e que são atendidos por poucas empresas", contou a consultora.

SERVIÇO

Feira do Empreendedor

Local: Pavilhão Anhembi Parque

Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo/SP

Data: de 07 a 10 de fevereiro

Sábado a terça-feira: das 10h às 21h

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