Microsoft enfrenta desafio de tablets e smartphones

Presidente internacional da empresa minimiza ameaça representada por novos aparelhos, dizendo que eles ‘vêm e vão’ 

Reuters,

28 de janeiro de 2011 | 22h30

A preocupação quanto à possibilidade de a demanda acelerada por tablets e celulares inteligentes como o iPad e iPhone, da Apple, deixar a Microsoft na poeira é exagerada, afirmou Jean-Philippe Courtois, presidente internacional da maior empresa de software do mundo.

"Aparelhos vêm e vão", disse Courtois durante o Fórum Econômico Mundial, acrescentando que a empresa está fazendo progressos no desenvolvimento de produtos para o mercado de tablets.

Em janeiro, a Microsoft anunciou que vai lançar versão do Windows compatível com os chips projetados pela ARM Holdings para estabelecer uma presença mais forte no mercado de celulares inteligentes e tablets.

A Microsoft divulgou na quinta-feira resultados que ficaram abaixo das expectativas mais otimistas do mercado. Os números não conseguiram fazer com que os investidores deixassem de acreditar que Apple e Google dominarão a próxima fase da computação.

Apesar de ainda não terem gerado muito impacto sobre grandes empresas de tecnologia como a Intel, os segmentos de tablets e smartphones têm causado queda nas ações de outras companhias de computação.

Nuvem. Courtois disse que a parte mais crítica do setor de tecnologia da informação é a computação em nuvem, na qual a Microsoft estabeleceu forte presença. Computação em nuvem é a prática de utilizar a internet para transferir o processamento e a armazenagem de informação dos computadores de mesa para centrais de dados remotas.

"Essa é a mais profunda transformação no cenário da tecnologia de informação nos últimos 10 anos", disse o executivo.

A Microsoft segue cautelosa sobre o futuro, mas vê crescimento vindo de todas as regiões onde opera. "Vemos expansão tanto em países desenvolvidos quanto em emergentes e isso ajuda o cenário de investimento em tecnologia da informação", afirmou.

As ações da Microsoft acumulam queda de 3% nos últimos 12 meses, ficando atrás da alta de 24 % do índice Nasdaq. Enquanto isso, as ações da Apple acumulam valorização de 65% no mesmo período.

Alguns analistas concordam com a avaliação da Microsoft sobre o cenário da indústria. Eles afirmam que, apesar de o mercado de tablets apresentar robustez, ele não tem o mesmo volume da indústria de PCs. A Apple vendeu 15 milhões de iPads no ano passado, enquanto isso a Microsoft vendeu 300 milhões de licenças do sistema operacional Windows 7.

Movimento. Olhando para frente, Courtois lembrou a tecnologia Kinect da Microsoft, que permite controle de jogos por movimento dos usuários. Segundo ele, a Kinect pode se provar uma outra fonte de receita, conforme a Microsoft explore uma série de aplicações para ela.

"Acabamos de fazer uma pesquisa nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) que mostra que 8% das pessoas acham válida uma interface natural ao usuário, o que abrirá o mundo da tecnologia a muito mais pessoas no futuro", disse o executivo.

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