PATRICK T. FALLON/ AFP
PATRICK T. FALLON/ AFP

Marcas de saúde ganham força na pandemia e aparecem pela 1ª vez entre as mais bem avaliadas

Instituto Butantan, Fundação Oswaldo Cruz e Pfizer se estabeleceram no ‘top 100’ de ranking da agência VMLY&R; exceção é a Prevent Senior, que foi no caminho contrário

Lílian Cunha, Especial para o Estadão

21 de fevereiro de 2022 | 05h00

Em um ano marcado pela pandemia e pela vacinação contra a covid-19, as marcas de saúde, em sua maioria, ganharam reputação. Nomes como Instituto Butantan, Fundação Oswaldo Cruz e Pfizer apareceram pela primeira vez desde 2001 entre as 100 mais bem avaliadas pelos brasileiros, conforme o levantamento da agência VMLY&R

Em 2019, última edição da lista, que avalia 1,6 mil marcas e ouve 16 mil pessoas no País, nenhum desses nomes de saúde estava no ranking. Nesta edição, realizada entre outubro e dezembro, as marcas de saúde entraram com tudo: o Instituto Butantan foi o que mais subiu, atingindo a 26.ª posição. A fabricante de vacinas contra o coronavírus ficou à frente do Nubank (29.ª posição) e do Instagram (33.ª) – marcas do setor de tecnologia, que costumam dominar esse tipo de levantamento.

“Esse reconhecimento representa confiança no produto feito no instituto”, diz Vivian Retz, gerente de comunicação do Butantan. Segundo ela, a reputação positiva que a marca alcançou tem se traduzido no interesse de empresas que buscam parceria com o Butantan e na atração de profissionais qualificados. Também estão no “top 100” a Fundação Oswaldo Cruz (46.º lugar), a Organização Mundial da Saúde (60.º) e a Pfizer (61.º).  

O SUS, que figurava no 1.144.° lugar em 2019, subiu mais de mil posições (está, agora, no número 133). “Pouquíssimas marcas, na história da pesquisa, tiveram ascensão tão meteórica”, diz Eduardo Girão, diretor de dados e “insights” da VMLY&R. A vacinação foi o grande trampolim para aumentar a admiração por essas marcas, diz Fabio Imparato, diretor-geral da VMLY&R Health, unidade da agência especializada em saúde.

Na Pfizer, a pandemia é vista como um divisor de águas. “O conhecimento sobre Pfizer cresceu de uma forma impressionante”, diz Marta Díez, presidente da Pfizer Brasil. “Nossa atuação passou a ser corretamente associada ao resgate do poder da ciência, da cura, da prevenção, da pesquisa e da inovação.”

Na AstraZeneca, isso também ocorreu. “No fim de 2021, durante uma reunião da liderança da empresa em um hotel no interior de São Paulo, fomos surpreendidos com um bilhete de agradecimento de uma família que estava hospedada no mesmo local”, conta Carlos Sánchez-Luis, presidente da AstraZeneca Brasil. 

CONVÊNIOS. Os planos de saúde não acompanharam a tendência. Uma deles foi destaque negativo: a Prevent Senior. Envolvida em escândalos durante o pico de mortes da pandemia, a avaliação em responsabilidade social da operadora caiu 50% em relação à média dos convênios. 

Consultada, a empresa disse que a avaliação é “natural e esperada depois do linchamento público que a operadora sofreu a partir da CPI do Senado”. O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito pede o indiciamento de 11 pessoas ligadas à operadora. 

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