Milho: falta de capital de giro amplia pressão de oferta

São Paulo, 6 - Cássio Camargo, especialista em milho e secretário-executivo da Associação Paulista dos Produtores de Sementes (APPS), avalia que o produtor está tendo problemas por falta de capital de giro. "Os agricultores imobilizaram muito dinheiro na compra de máquinas e terras, e têm menos recursos para auto-financiamento", avalia. "Além disso, está sendo difícil obter recursos dos bancos e dos fornecedores de insumos." Turra, da Ocepar, concorda que a obtenção de crédito rural a preços subsidiados tem sido difícil. "Mas isso não é novidade", afirma. "O que está acontecendo é que foram prometidos mais recursos e os produtores estão conseguindo levantar nas agências do Banco do Brasil o mesmo valor do ano passado." Para o analista, se o produtor está com pouco capital de giro, isso em parte é devido aos largos estoques que retém. No caso do milho, os dados divulgados pelo Deral semana passada dispensam comentários. O Estado ainda não havia negociado até fim de setembro 4,028 milhões de toneladas da safra 2003/04. O volume é equivalente a 36,15% da produção total de 11,14 milhões de toneladas. "É um volume maior do que a média histórica do estado", observou. Turra destaca, contudo, que o produtor ainda está capitalizado. "Vale lembrar que não há uma enorme pressão de oferta; simplesmente, mas o que o produtor optou por vender no momento é o milho, mas não muito."

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