Milho: governo vai reofertar sobras de leilões de opções

Brasília, 27 - O Ministério da Agricultura poderá fazer uma nova oferta de contratos de opção para o milho safrinha com a sobra dos leilões de hoje e de sexta-feira passada, dia 20. A informação é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin. A reoferta será avaliada no começo da próxima semana em reunião, ainda sem data marcada, entre técnicos do ministério e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para sinalizar preços aos produtores durante a colheita da safrinha, o governo fez dois leilões de contratos de opção. No primeiro leilão, foram vendidos 14.740 contratos de um total de 14.815 lotes ofertados, sobra de 75 contratos. Na oferta de hoje, a sobra foi maior. De um total de 14.890 contratos oferecidos, 12.451 contratos foram negociados, sobra de 2.439 contratos. Questionado se os lotes que serão reofertados irão para Goiás, onde houve 100% de demanda nos dois leilões, ele disse que o assunto será analisado pelos técnicos do governo. Wedekin não considerou ruim o resultado do leilão de hoje, apesar de analistas considerarem que a demanda ficou abaixo do esperado. Na avaliação do secretário, o leilão da semana passada deu suporte aos preços do milho no mercado físico, o que reduziu o interesse de cooperativas e produtores nos lotes ofertados hoje. "O resultado da venda da semana passada foi forte e puxou os preços no físico, por isso, o interesse foi menor", avaliou. O secretário comentou que, após a realização do leilão da semana passada, os preços do milho subiram até R$ 1,00 por saca em algumas praças comercializadoras e citou São Paulo e parte de Minas Gerais como exemplos de elevação nas cotações. Em relação aos preços de exercício dos contratos, Wedekin disse que a estratégia do governo foi a de fixar uma cotação que indicasse uma tendência de mercado e não um valor irreal. "O governo tinha pouca bala na agulha, por isso calibrou os preços de acordo com as expectativas de mercado", afirmou. Wedekin afirmou que não deve haver surpresas no tamanho dos estoques de passagem de milho do Brasil. Em seu último levantamento, a Conab estimou estoque de passagem de 4,25 milhões de toneladas no final do ano-safra, contra 6,563 milhões de toneladas do ano-safra 2002/03. (Fabíola Salvador)

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