Milho/PR: Deral reduz projeção de safrinha p/ 3,651 Mi. de t

São Paulo, 25 - A produção de milho de segunda safra este ano atingiu 3,651 milhões de toneladas, de acordo com estimativa do Deral (Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Paraná). O volume é 39,55% menor do que o obtido na safrinha de 2003, quando o estado colheu 6,040 milhões de toneladas. Em relação à estimativa de julho, o Deral cortou em 2,06% sua estimativa. De acordo com a última avaliação do Deral, os agricultores já venderam 608 mil toneladas, o equivalente a 16,7% da produção. Segundo a agrônoma Vera Zardo, pesquisadora do Deral, há outras 2 milhões de toneladas da safra de verão para serem negociadas. "Há mais de 2,5 milhões de toneladas ainda não vendidos pelos agricultores, e os consumidores ainda têm estoques. Será um ano sem problemas de abastecimento." Segundo Zardo, o resultado da safrinha não está sendo muito positivo para os produtores. Atualmente, o agricultor receber no Paraná entre R$ 15,00/saca e R$ 15,20/saca. O custo operacional do milho para a safrinha foi calculado em R$ 13,90/saca, com base em uma produtividade de 80 sacas por hectare. Se for considerado apenas o custo variável, ou seja, os desembolsos do produtor para a safrinha, o valor foi de R$ 11,37/saca. "O resultado não é tão bom para uma produtividade normal, o problema é que algumas áreas do estado tiveram uma perda de produtividade muito elevada", diz Zardo. Na região de Cascavel e de Toledo, por exemplo, a produtividade ficou em torno de 50 sacas por hectare. Chuvas e frio provocaram as perdas. "O resultado é que o custo operacional ficou negativo para esses produtores", diz Zardo. (Renato Stancato) O plantio de milho na próxima safra de verão (2004/05) deve voltar a cair no Paraná, segundo estimativa do Deral. A área ocupada pelo cereal deve atingir 1,286 milhão de hectares, queda de 4,4% ante os 1,346 milhão de hectares semeados em 2003/04. Segundo a agrônoma Vera Zardo, pesquisadora do Deral, o milho deve voltar a perder área para a soja. Esse movimento deve ocorrer tanto em áreas onde o cereal é pouco plantado no verão, caso do Oeste e Norte do estado, como na região dos Campos Gerais, reduto da produção de milho de alta produtividade. "O problema é que a soja é um produto de maior liquidez para o agricultor", diz a pesquisadora. "Já no caso do milho, o produtor nem sempre consegue fazer caixa na hora que quer." Segundo Zardo, outro problema para o milho é a alta do custo dos fertilizantes. "A soja é menos dependente desses insumos, o que acaba sendo outra vantagem." (Renato Stancato)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.