Minas já tem três fábricas de secagem

Em uma delas, 10% do faturamento é obtido com o processamento do soro e a fabricação de bebidas lácteas

Estadão,

10 de outubro de 2007 | 13h14

Atualmente, há três unidades de secagem de soro operando no Estado (Montelac, em Campo Belo, Kerry, em Três Corações, e Laticínios Porto Alegre, em Caratinga, além de três em instalação (Governador Valadares, Pato de Minas e em Manhunaçu) e duas em estudo (na região do alto Paranaíba). A Montelac Alimentos S/A (Milênio), localizada na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, começou a secagem do soro de leite em abril deste ano e já processa 270 mil litros de soro por dia.  Segundo o diretor-superintendente da empresa, José Eustáquio Bernardino de Sena, embora a indústria seja especializada na produção de leite longa vida, 10% do seu faturamento já é obtido com bebidas lácteas e soro em pó desmineralizado. Projeto A empresa investiu cerca de R$ 9 milhões na instalação do projeto de secagem do soro e conta, atualmente, com 20 fornecedores de soro. "Pagamos R$ 0,04 a R$ 0,06 FOB pelo litro do produto, chegando a R$ 0,09 CIF", conta Bernardino de Sena, acrescentando que o soro seco é utilizado por grandes empresas de alimentos para a fabricação de chocolates, sorvetes e indústria de panificação. O aproveitamento do soro para consumo humano começou em 2002, com o lançamento da bebida láctea, produto que contém soro na sua formulação. Conforme explica Bernardino de Sena, antes desse período, o soro resultante da fabricação de queijo não era aproveitado pelas empresas. "O produto era descartado, causando problemas ambientais, ou utilizado precariamente para consumo animal", explica. Importação Segundo Bernardino de Sena, o soro em pó é largamente utilizado em formulações lácteas, com consumo em crescimento no Brasil. Ele afirma que antes de ocorrer a secagem do soro no País, 100% do produto era importado dos mercados americano, argentino ou europeu.  No entanto, ele destaca algumas particularidades do soro que dificultam o seu processamento. Por ser altamente perecível, exige investimentos nas queijarias para resfriamento imediato, com o objetivo de melhorar a qualidade da matéria-prima, o que requer o constante monitoramento da qualidade do leite", explica. "A logística é cara, o que torna inviável o transporte do soro em grandes distâncias, e a questão tributária é proibitiva."

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