Minerva continuará rolando dívidas de curto prazo

O diretor financeiro da Minerva Foods, Edison Ticle, afirmou nesta terça-feira, 20, que a empresa continuará refinanciando suas dívidas de curto prazo. Ao final de junho, o endividamento total da companhia era de R$ 3,076 bilhões e a dívida de curto prazo (composta por pagamento de juros, debêntures e de trade finance) era de R$ 511,2 milhões, representando quase 16% dos débitos totais.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

20 de agosto de 2013 | 13h45

"Vamos continuar rolando essa dívida. Temos uma política interna de ter até 20% desse endividamento no curto prazo e não vamos ter menos que isso para não deixar de ter um estrutura de capital interessante", declarou. Segundo ele, o mercado de dívida está muito ruim, mas estamos sempre abertos a ir ao mercado para reduzir os custos de dívida da companhia. "Os spreads dos custos de dívida das emissões que fizemos e os de agora ''abriram'' muito e no momento não vemos nada de interessante. Há um apetite para o nosso crédito, mas só se tiver uma oportunidade muito boa", disse, incluindo uma nova tentativa de emissão de bônus perpétuo.

Sobre política de hedge, Ticle comentou que a empresa protege ativos e passivos de curto prazo (com vencimento de até um ano), o que chamamos de hedge de fluxo, determinado pela nossa gestão de risco. Já os ativos e passivos de longo prazo, levamos para avaliação do nosso conselho mensalmente. Não especulamos com as nossas margens", disse. Com relação à contabilidade de hedge (hedge accounting), o executivo se diz "totalmente contra a prática. "O uso da contabilidade de hedge pega contra a transparência e governança corporativa, dado o arcabouço de regras contábeis nacionais", falou. Ele ainda reiterou a projeção de ter um grau de alavancagem abaixo de duas vezes até 2015.

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