Minerva investirá até R$ 100 mi ao ano em bem de capital

O diretor financeiro da empresa de alimentos Minerva Foods, Edison Ticle, afirmou que fará investimento entre R$ 90 milhões a R$ 100 milhões por ano em 2012 e 2013 em bens de capital, cerca de R$ 25 milhões por trimestre. "Nos últimos cinco anos investimos mais de R$ 1 bilhão no nosso crescimento, principalmente em projetos greenfield (aqueles que saíram da planta). Agora chegou a hora de colhermos os resultados desses aportes", disse o executivo em evento para jornalistas.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

21 de agosto de 2012 | 15h13

Ticle também falou em resultados e em previsões. "Nos beneficiamos da queda de preço da matéria-prima. Para o segundo semestre, esperamos manter as margens do segundo trimestre, mantidas as condições atuais do cenário da pecuária nacional", declarou. O diretor disse que a empresa teve bons resultados em termos operacionais no segundo semestre deste ano.

De acordo com ele, a empresa tem uma política de não ter mais de 20% de suas dívidas com vencimento no curto prazo. "Com as emissões recentes que fizemos no exterior, alongamos nossa dívida e esse porcentual hoje está em 12%", disse o executivo. "Com um cenário mais apertado para as empresas de proteínas, inclusive com o mercado fechado para algumas, temos essa política conservadora".

Compras à vista

Embora o Minerva esteja tentando aumentar suas compras à vista, houve uma diminuição desse tipo de negócio no segundo trimestre em relação ao primeiro. As compras à vista caíram de 45% para 35% no período enquanto aquelas feitas a prazo subiram de 55% para 66%. A empresa afirma que os porcentuais do segundo semestre se mantêm no terceiro trimestre. "É uma opção que damos ao fornecedor. Só que o problema está sendo que o produtor prefere vender à vista para empresas nas quais ele não confia, por isso essa diminuição no porcentual", disse o diretor presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz.

Queiroz ainda afirmou que a empresa está sempre olhando as oportunidades de compra no mercado, tanto de aquisições quanto de arrendamento, desde que elas estejam de acordo com a estratégia de crescimento adotada até o momento. "E não podem aumentar nossa alavancagem. O efeito líquido tem que ser neutro ou diminuir. Vamos continuar usando o fluxo de caixa livre na desalacavancagem e diminuir a dívida líquida", completou Ticle.

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