Ministério trabalha com previsão de leiloar TAV em julho

Segundo secretário do MT, projeto é estimado em cerca de R$ 35 bilhões, mas há estimativas do setor privado que afirmam que o valor deve superar R$ 50 bilhões

Silvana Mautone, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 12h27

O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, não descartou hoje a possibilidade do leilão do trem de Alta Velocidade (TAV), marcado para o final de julho, ser novamente adiado. Mas ele disse desconhecer o interesse de um novo adiamento por parte das empresas interessadas em participar da licitação. "Eu não quero pré-julgar. Estamos trabalhando com a data de julho", afirmou Passos, que participou nesta terça-feira, 31, do 1º Seminário da Construção Pesada, realizado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre).

"Eu não tenho qualquer informação neste sentido até o momento. Não chegou ao meu conhecimento nenhuma demanda formal. Nas outras duas oportunidades que foi feito isso, ocorreu porque claramente os interessados manifestaram e solicitaram um tempo maior para que pudessem trabalhar e concluir seus estudos", disse o secretário.

"Nós sabemos que estamos lidando com um projeto de grandes dimensões e grande complexidade seja do ponto de vista tecnológico ou seja do ponto de vista de engenharia financeira. É por isso que o governo concedeu os prazos que foram necessários ou solicitados pelos interessados", afirmou. O projeto é estimado pelo governo em cerca de R$ 35 bilhões, mas há estimativas do setor privado que afirmam que o valor deve superar R$ 50 bilhões.

0 TAV ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Inicialmente, o leilão estava marcado para 16 de dezembro do ano passado, mas foi adiado para 29 de abril e, depois, postergado mais uma vez, agora para 29 de julho, com data limite de 11 de julho para a entrega das propostas.

Passos disse que há pelo menos três grupos de tecnologia fortemente interessados em participar do leilão. São eles a japonesa Mitsui, a francesa Alston e um consórcio formado por empresas coreanas e brasileiras, que inclui companhias como a Hyundai Heavy, a Samsung SDS, a LG CNS e a Daewoo.

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