Ministro alemão critica mistura de etanol na gasolina

A mistura de bioetanol na gasolina da Alemanha está contribuindo para elevar os preços dos alimentos no terceiro mundo, alertou o ministro de Desenvolvimento Ultramarino do país, Dirk Niebel, nesta segunda-feira.

Reuters

20 de agosto de 2012 | 09h27

Em 2011, o governo alemão elevou o nível máximo permitido de mistura de etanol na gasolina para 10 por cento, ante 5 por cento, como parte do programa alemão para proteger o meio-ambiente, pela redução de emissões de CO2.

A nova mistura de bioetanol, chamada de E10, tem contribuído para elevar os preços dos alimentos, disse Niebel na televisão alemã ARD.

"Sozinha, a cota rígida, a exigência de misturar E10, leva a uma situação que alternâncias não podem ser feitas para adaptar aos elevados preços de mercado", disse ele. "Isso abre a porta para mais especulação e preços ainda maiores."

Niebel disse estar preocupado que países pobres tenham problemas em comprar alimentos após a recente alta nos preços globais de grãos.

Os preços globais dos grãos atingiram máximas recordes no mês passado, à medida que a região Meio-Oeste dos EUA sofria com a pior seca em 56 anos e uma onda de calor afetou as safras na Rússia.

As alegações de Niebel sobre influência do etanol sobre os preços dos alimentos foram rejeitadas por produtores de biocombustíveis.

A Associação Alemã de Produtores de Bioetanol disse que apenas 2 por cento da área plantada com grãos na Alemanha era usada para a produção de etanol.

(Reportagem de Michael Hogan)

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