Ministro diz que há concorrência mesmo sem Webjet

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, afirmou nesta quarta-feira que a participação de mercado da Webjet, cuja atividades foram encerradas pela Gol na última sexta-feira passada, era pequena e que há uma forte concorrência entre outras companhias, citando Gol, TAM, Avianca e Azul. Em outubro do ano passado, a Gol comprou a Webjet, e, após a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no início do mês passado, a Gol anunciou o novo rumo da companhia.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

28 de novembro de 2012 | 12h53

Bittencourt salientou que os preços das passagens aéreas no Brasil são hoje 44% menores do que os praticados há dez anos. Ele disse que a oscilação de preços nesse mercado é natural, mas que o governo vai continuar observando. "O setor aéreo não tem preços monitorados; o mercado é aberto", disse a jornalistas após reunir-se com o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, para que o executivo detalhasse e justificasse a decisão de acabar com a companhia Webjet e demitir 850 funcionários.

Segundo ele, não há risco de monopólio no setor, o que poderia levar a um aumento extremado das passagens aéreas. "Monopólio é quando há uma só empresa, mas temos cinco no País e há competição entre elas", observou. Além disso, o ministro ressaltou a existência de novas entrantes nesse mercado, como a Trip e a Azul.

Bittencourt disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) monitorará o atendimento ao usuário e, segundo ele, há uma grande governança no setor. O ministro não vislumbra problemas de atendimento aos passageiros com a aproximação do final do ano, considerada alta temporada. "Teremos posição tranquila no fim do ano", previu, acrescentando que as companhias aéreas já estão organizadas. "As pessoas podem viajar tranquilas", garantiu. A avaliação do governo é de que a compra da Webjet pela Gol também não causará problemas ao consumidor.

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