Ministros da zona do euro aceitam emprestar € 150 bilhões ao FMI

Em comunicado, os ministros de Finanças da região confirmaram empréstimo; países europeus que não fazem parte da união monetária também demonstraram disponição para ajudar

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 18h33

BRUXELAS - Os ministros de Finanças da zona do euro concordaram durante uma teleconferência em emprestar € 150 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com o objetivo de aumentar os recursos disponíveis para o órgão em seus esforços de combate à crise, afirmou o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, num comunicado. Os países envolvidos esperam que os recursos sejam repassados principalmente ao bloco monetário na forma de empréstimos, segundo o documento.

A República Checa, a Polônia e a Suécia, que não são membros da zona do euro, também "demonstraram disposição" para contribuir, afirmou Juncker.

A grande questão, no entanto, diz respeito ao Reino Unido. Os países do bloco monetário esperavam que os britânicos contribuíssem com cerca de € 30 bilhões de euros, o que deixaria o volume de recursos direcionados ao FMI perto da marca de € 200 bilhões sugerida pelos líderes da União Europeia durante a reunião de cúpula ocorrida no início deste mês.

O Reino Unido, no entanto, não quer que o dinheiro emprestado ao FMI tenha como destino apenas a zona do euro. "O Reino Unido indicou que vai definir qual será a sua contribuição no início do próximo ano durante as negociações do G-20", acrescentou Juncker no comunicado.

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
uefmiempréstimoministroszona do euro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.