Ministros da zona do euro podem precisar se reunir novamente, diz fonte

Encontro pode ter de ocorrer porque há divergências sobre, por exemplo, o tamanho adequado do fundo de resgate

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de janeiro de 2011 | 08h57

Os governos da zona do euro ainda têm um longo caminho antes de conseguir chegar a um pacto para ampliar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), disse uma autoridade da União Europeia. As divergências são tantas que uma nova reunião de ministros de Finanças da zona do euro pode precisar ser marcada.

Os líderes da União Europeia vão se reunir em 4 de fevereiro para discutir o fundo de resgate e soluções de longo prazo para os problemas de dívida do bloco. Antes dessa cúpula não há uma nova reunião de ministros europeus marcada, mas, de acordo com a fonte oficial, um encontro pode ter de ser programado nesse período.

Os ministros de Finanças dos 17 países que compõem a zona do euro se reuniram ontem para discutir o futuro da EFSF, que foi criada para ajudar membros que tiverem dificuldade em tomar empréstimos no mercado de bônus. No entanto, ainda há divergências sobre o tamanho adequado do fundo, a taxa de juros que ele deve cobrar e sobre se ele deveria poder comprar bônus diretamente dos governos em dificuldades, segundo a fonte.

A autoridade afirmou que países como França e Espanha querem que o fundo de resgate seja capaz de comprar bônus diretamente dos governos. "A proposta também é apoiada por Grécia e Portugal, entre outros, mas a Alemanha e a Finlândia são contra por enquanto", disse. A Alemanha argumenta que qualquer acordo sobre a EFSF não deve existir sozinho, mas ser parte do pacote total criado para enfrentar a crise na zona do euro - que, além da EFSF, conta com recursos do FMI e da União Europeia.

Alguns países mais fracos da zona do euro querem aumentar o volume total do financiamento emergencial disponível de 750 bilhões de euros para cerca de 1 trilhão de euros. Mas a Alemanha se opõe à ideia e prefere garantir que o volume de 440 bilhões de euros prometidos pelos governos da zona do euro por meio da EFSF sejam realmente disponibilizados para empréstimos.

Os ministros também não conseguiram fazer progresso com relação às especificidades da extensão do prazo oferecido para que a Grécia pague pelo empréstimo de 110 bilhões de euros recebido da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado.

As informações são da Dow Jones. 

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