MMX e Trafigura brigam por contrato da MRS Logística

O contrato para transporte de minério de ferro com a MRS Logística é da MMX e não foi repassado aos novos controladores do Porto do Sudeste, a trading holandesa Trafigura e o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi. A concessionária ferroviária ameaça cobrar uma multa bilionária pelo descumprimento do contrato.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2014 | 18h57

"Esse é um passivo que ficou com a MMX", disse Mariano Marcondes Ferraz, representante da Trafigura no conselho da Porto Sudeste do Brasil. O executivo, entretanto, não descartou a hipótese da companhia assumir parte do contrato atual da MMX com a MRS. O Porto do Sudeste precisará de um ramal ferroviário para levar a carga de seus clientes ao complexo, em Itaguaí (RJ).

A despeito do desfecho da briga entre as duas empresas, os novos controladores do porto começam a negociar em março um contrato independente com a ferrovia.

Nesse mesmo mês haverá uma reunião com a Mineração Usiminas (Musa). A companhia tem um acordo para embarcar até 12 milhões de toneladas anuais de minério de ferro pelo Porto do Sudeste. Os volumes estão sujeitos à cláusula de "take-or-pay" de 80% sobre cada volume anual contratado.

Assinado em 2010 com prazo até 2016, o contrato já deveria estar em curso mas foi prejudicado pelo adiamento da operação do porto. "Vamos buscar uma solução amigável. Há possibilidade de prorrogar o contrato", explicou Ferraz.

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