Monti diz que pressionará por reformas mais profundas na Itália

Novo premiê destacou que possui maior apoio no Parlamento do que o governo anterior, por isso, será capaz de implementar mudanças mais ambiciosas

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de novembro de 2011 | 14h26

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, fez sua primeira visita à sede da União Europeia nesta terça-feira, 22, e disse que está convencido de que seu governo pode implementar reformas mais ambiciosas do que o governo anterior, de Silvio Berlusconi, que foi substituído na semana passada. No entanto, Monti não confirmou se o orçamento italiano será equilibrado em 2013.

Monti disse que sua reunião com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, se concentrou nas potenciais estratégias para as instituições da União Europeia diante da crise de dívida da zona do euro, e não nos planos italianos.

Perguntado sobre a política fiscal da Itália, Monti reiterou seu compromisso de "respeitar as metas das finanças públicas", mas disse que o espaço de manobra durante a desaceleração de um ciclo econômico e outras questões técnicas serão discutidas na sexta-feira em Roma com o comissário europeu para assuntos econômicos e monetários, Olli Rehn.

A Itália aprovou um pacote de medidas de austeridade que pretende equilibrar o orçamento em 2013 - elaborado a pedido da União Europeia e do Banco Central Europeu (BCE). No entanto, medidas adicionais podem ser necessárias se a Itália, a terceira maior economia da zona do euro, cair em recessão.

Monti destacou que seu governo tem uma maioria no Parlamento maior do que a de Berlusconi, o que vai ajudá-lo a buscar reformas econômicas mais profundas. O premiê disse também que as questões europeias estarão no centro dos esforços de reforma italianos, argumentando que as instituições da União Europeia oferecem ao país "orientação, e não limites".

O primeiro-ministro afirmou ainda que é urgente redesenhar a estrutura da União Europeia, ao mesmo tempo que insistiu que não deve haver uma divisão excessiva entre os membros da zona do euro e os outros 17 integrantes da União Europeia.

As informações são da Dow Jones.

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