Rogerio Santana/Reuters
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MPF pede indenização de R$ 20 bilhões à Chevron

Procurador também pediu a suspensão de todas as atividades da petroleira norte-americana no Brasil, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões

Sergio Torres, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 17h53

RIO - O Ministério Público Federal em Campos (cidade no norte do Estado do Rio) pediu à Justiça Federal que  a petroleira norte-americana Chevron e a empresa Transocean paguem indenização de R$ 20 bilhões por danos ambientais e sociais causados pelo derramamento de óleo no Campo de Frade (Bacia de Campos) em 7 de novembro.

Na ação civil pública, o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, quer também que a Justiça Federal conceda liminar suspendendo todas as atividades da Chevron Brasil e da Transocean, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões.

Para o procurador, a Chevron e a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados pelo vazamento de cerca de 3.000 barris de petróleo, o que evidenciaria falta de planejamento e gerenciamento ambiental das empresas. Segundo ele, as empresas demoraram a fechar o poço e a cimentar as fontes de vazamento.

Chevron

A Chevron Corp. disse que não foi notificada oficialmente sobre o pedido do Ministério Público Federal do Brasil (MPF) de que ela e a Transocean Ltd. paguem R$ 20 bilhões, ou quase US$ 11 bilhões, em indenizações relacionadas ao vazamento de petróleo em um campo operado pelas duas empresas no começo de novembro.A Chevron também disse que não recebeu nenhuma instrução das autoridades reguladoras brasileiras do setor de petróleo e gás sobre uma possível suspensão de suas atividades no Brasil.

"A Chevron reagiu de modo responsável ao incidente em seu Campo do Frade e lidou de modo transparente com todas as autoridades brasileiras. O fluxo de petróleo na fonte foi contido em quatro dias e a companhia continua a fazer progressos significativos na contenção de qualquer petróleo residual".

Texto atualizado às 21:07

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