MPT move ações de R$ 11 mi contra MRV por trabalho escravo

Empresa é acusada de não cumprir normas de segurança e de medicina em serviços executados por terceiros

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 18h51

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou nesta segunda-feira, 21,c com duas ações civis contra a MRV Engenharia em Americana e São Carlos, no Estado de São Paulo, por trabalho escravo. No processo a incorporadora é acusada de não cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho em serviços executados por terceiros.

No processo em Americana, os procuradores pedem a condenação da companhia em R$ 10 milhões por danos causados a trabalhadores reduzidos à condição análoga à de escravos, no empreendimento "Beach Park", em fevereiro deste ano. Em São Carlos, a ação pede o pagamento de R$ 1 milhão para reparar os danos causados aos operários do condomínio "Spazio Monte Vernon", cujo ambiente de trabalho foi flagrado em condições precárias por auditores fiscais em dezembro de 2010.

Procurada, a MRV informou que ainda não foi citada, mas que nos dois casos as irregularidades ocorreram há mais de dez meses e foram imediatamente sanadas. "A MRV não admite práticas de trabalho escravo em suas obras e reforça que só contrata empresas idôneas e devidamente regularizadas, exercendo fiscalização sistemática para garantir a correta aplicação das leis trabalhistas e fiscais do País", acrescentou a companhia em nota.

A empresa é a maior parceira da Caixa Econômica Federal no programa habitacional do governo.

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