MPX eleva para 1.200 MW oferta de térmica a gás no leilão A-3

A MPX, braço de energia elétrica do grupo EBX, do empresário Eike Batista, aumentou de 909 para 1.200 megawatts a oferta para o leilão com entrega de energia para 2014 (A-3), previsto para ocorrer em julho.

REUTERS

19 de maio de 2011 | 18h53

De acordo com o diretor de Operações e Implantação da empresa, Marcus Temke, serão inscritos três projetos de térmicas a gás natural que serão instaladas na região do rio Parnaíba, no Maranhão, onde a OGX, também do grupo, encontrou um reservatório gigantesco de gás natural.

"Fizemos a revisão e vimos que podíamos dar maior operacionalidade", disse Temke à Reuters nesta quinta-feira.

A Empresa de Pesquisa Energética divulga entre sexta-feira e o início da próxima semana o número de projetos que participarão do leilão A-3.

Na primeira rodada de inscrições, estendida até esta quinta-feira para a entrada de mais projetos de térmicas a gás, a oferta somou 23,332 mil megawatts.

De acordo com Temke, a expectativa para o leilão "é de confiança", mas é difícil saber se a empresa vai conseguir colocar toda a energia pretendida.

"A grande incógnita do leilão é o tamanho da demanda, só a EPE sabe... mas acredito que vai ter espaço tanto para gás como para eólicas", avaliou.

A MPX já licenciou 1.860 megawatts em projetos térmicos na bacia do Parnaíba e está em pleno processo de licenciamento de volume semelhante, que vai atingir cerca de 4 mil megawatts em projetos térmicos ligados à produção de gás da OGX na bacia do Parnaíba.

Até 2013, a região produzirá 5,7 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, o suficiente para atender aos três projetos que serão ofertados no leilão da EPE.

"Esses 5,7 milhões vem de apenas dois poços produtores e atende com folga os projetos que estamos oferecendo no leilão", afirmou o executivo.

"Tenho uma confiança enorme na (bacia) Parnaíba, é um case de 4 mil megawatts, e em breve pode ter mais notícias positivas", disse sem dar detalhes.

(Por Denise Luna)

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