MPX mantém plano de crescimento apesar de cancelamento de leilão

A MPX se apressou em explicar ao mercado, nesta quarta-feira, que apesar do cancelamento do leilão para entrega de energia em 2014 a empresa continua com meta de se tornar uma grande player no mercado.

DENISE LUNA, REUTERS

09 de dezembro de 2009 | 15h06

O leilão foi cancelado pelo governo na noite de terça-feira alegando falta de licenças ambientais para os projetos.

Braço de energia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, a MPX viu suas ações despencarem mais de 6 por cento no pregão da Bovespa após o cancelamento do leilão, no qual teria três projetos concorrendo.

De acordo com o presidente e diretor de relações com investidores da MPX, Eduardo Karrer, o governo terá que realizar outro leilão no ano que vem para atender 2015, e por isso os planos da companhia foram apenas adiados para 2010.

"Queremos ser grandes players de energia. Com leilão ou sem leilão esse caminho está traçado", disse Karrer em teleconferência com analistas horas após o anúncio do fim do leilão, fato elogiado pelos especialistas.

A agilidade não amenizou no entanto a queda das ações da empresa, que cediam 6,15 por cento às 14h30, enquanto o Ibovespa subia 0,48 por cento.

Karrer informou que a MPX vai participar do leilão de energia eólica com projeto no Ceará (Paracuru) para gerar 32 megawatts, de um portfólio de 200 megawatts da empresa baseada em ventos. 100 MW seriam no Ceará e mais 100 MW no Rio de Janeiro.

Além disso, destacou o executivo, a termelétrica a carvão MPX Sul recebeu em novembro licença prévia ambiental para ser instalada no município de Candiota, Estado do Rio Grande do Sul, e vai gerar 600 megawatts. Segundo Karrer, a empresa está buscando contratos no mercado livre, que independem de leilões do governo.

O suprimento de carvão mineral para MPX Sul virá da mina de Seival, na qual a MPX detém participação de 70 por cento.

O executivo destacou ainda que a empresa iniciou o processo de licenciamento ambiental para construir uma termelétrica de 1 mil megawatts a gás natural no Maranhão, a fim de aproveitar o gás natural da OGX, também do grupo EBX, nos sete blocos que possui na bacia do Parnaíba, adquiridos em setembro deste ano.

"A gente reinterpretou os dados e pedimos licença para uma térmica de 1 mil MW", informou Karrer, referindo-se a dados já certificados dos blocos. "Ao longo do primeiro semestre do ano que vem saberemos a composição do gás que temos lá, se tem líquido, se não tem líquido, para iniciar o projeto de geração", explicou aos analistas.

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