MST diz que CPI é tentativa de 'represália' e 'instrumento político de conservadores'

Em nota divulgada nesta quarta-feira, 16, o Movimento dos Sem Terra classificou como "represália" contras suas lutas e um "instrumento político e ideológico de setores conservadores" o fato de um requerimento para a instalação de CPI contra o movimento ter sido protocolado.

estadao.com.br,

16 de setembro de 2009 | 16h17

 

O pedido de CPI mista foi protocolado, também nesta quarta, pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e pelos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). O objetivo da criação da comissão é apurar as informações publicadas na revista Veja de que o movimento recebe, irregularmente, verbas do governo.

 

O MST discorda e aponta como motivo da instalação da CPI o fato de o governo Lula ter recentemente anunciado que irá atualizar os índices de produtividade das terras brasileiras. O movimento acusa a senadora Kátia e os deputados Onyx e Caiado de, como líderes da bancada ruralista, estarem defendendo interesses agrários.

 

"(A bancada ruralista) não aceita que seja cumprida a Constituição Federal de 1988 e a Lei Agrária, de fevereiro de 1993 que determina que "os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados, periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional", argumenta o MST. O movimento alega que os índices de produtividade são analisados com dados de um censo feito em 1975, ou seja, defasado há mais de 30 anos.

 

A nota fecha com um recado do Movimento dos Sem Terra avisando que os trabalhos e manifestações que vem sendo feitas, continuarão a ser realizadas. "Vamos continuar a organizar os trabalhadores pobres do campo para a luta pela Reforma Agrária e um novo modelo agrícola."

Tudo o que sabemos sobre:
MSTCPIKátia Abreu

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.