Mulher do presidente do Pão de Açúcar é cremada em SP

 Mulher de Cláudio Galeazzi morreu ontem em acidente com bimotor no interior de SP

Cley Scholz, de O Estado de S. Paulo,

28 Janeiro 2010 | 13h49

Apenas parentes e amigos da família do presidente do Grupo Pão de Açúcar, Cláudio Galeazzi, participaram hoje da cerimônia de cremação do corpo da esposa do executivo, hoje (27), às 11 horas, no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo.

 

Maria Leonor Salgueiro Galeazzi, de 69 anos, morreu de forma trágica ontem no acidente com um avião bimotor modelo EMB810C, fabricado pela Embraer. O piloto do avião, José Andrei Ferreira dos Santos, de 32 anos, também morreu no acidente. O avião, que pertencia ao filho do casal, o empresário Luiz Galeazzi,  caiu em Iperó, região de Sorocaba, a 125 km de São Paulo, após partir às 9h30 do aeroporto de Sorocaba com destino a uma fazenda em Goiás.

 

A queda aconteceu minutos após a decolagem, em uma fazenda no município vizinho, a cerca de 30 quilômetros de Sorocaba. Dona Maria Leonor era a única passageira. Sitiantes da região presenciaram a queda e avisaram o Corpo de Bombeiros. O piloto será sepultado em Jundiaí.

 

O consultor Cláudio Galeazzi, de 69 anos, é sócio e fundador da Galeazzi & Associados. O executivo é especializado em recuperar empresas em dificuldades e já comandou a reestruturações de companhias de grande porte como Artex, Mococa, Vila Romana, Cecrisa e Lojas Americanas. Sua imagem é marcada pela agressividade em cortes de gastos e mudanças na gestão.

 

Em dezembro de 2007 ele assumiu a presidência do Pão de Açúcar. O grupo encerrou o ano passado com faturamento bruto de R$ 26 bilhões, incluindo as vendas do Ponto Frio, recém adquirido. No fim do ano passado Cláudio Galeazzi e Abílio Diniz anunciaram a compra do controle acionário (51%) das Casas Bahia.

 

No incío  deste ano a empresa anunciou o maior plano de investimento da sua história. No triênio 2010 a 2012, a companhia pretende investir R$ 5 bilhões na abertura de 300 lojas de varejo de supermercados, postos de combustíveis, drogarias, infraestrutura e logística. Só neste ano serão inauguradas 100 lojas, com a abertura de 10 mil postos diretos de trabalho. Ao fim do triênio, o grupo deve gerar 100 mil empregos diretos e indiretos.

Mais conteúdo sobre:
Pão de AçúcarGaleazzi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.