Múltis disputam a brasileira TheraSkin

Francesa Pierre Fabre e indiana Torrent fizeram oferta pela fabricante de produtos para a pele; valor do negócio é estimado em R$ 1 bilhão

Mônica Scaramuzzo, Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2016 | 05h00

A farmacêutica nacional TheraSkin, controlada pela família Scaravelli e especializada em produtos para tratamento de pele (dermocosméticos), atraiu pelo menos três grupos internacionais interessados em adquirir o controle da empresa e expandir seus negócios no Brasil. O ‘Estado’ apurou que a francesa Pierre Fabre, dona da marca Avène, a indiana Torrent e a espanhola Almirall apresentaram nesta semana propostas firmes para comprar a companhia.

O Estado apurou que a Torrent vem buscando alternativas para reforçar sua presença no País já há alguns anos. Fontes de mercado afirmaram que o grupo analisou os ativos da Teuto, mas não levou o negócio adiante. A americana Pfizer, que adquiriu 40% do capital da Teuto e tinha opção de compra dos 60% restantes, agora quer vender sua fatia. No entanto, a indiana agora estaria concentrada na TheraSkin.

O grupo Pierre Fabre, que é um dos principais produtores de dermocosméticos na França, estaria interessado em reforçar sua posição no País, onde vem crescendo mais de 10% ao ano. A espanhola Almirall correria por fora na briga pelo negócio. “O grupo Almirall quer se dedicar ao segmento de dermocosméticos. Os executivos da companhia já sinalizaram que estariam interessados em injetar ¤300 milhões no País”, disse outra fonte de mercado.

Consolidação. O setor farmacêutico, um dos poucos que ainda apresentam crescimento firme no País, viveu um forte movimento de consolidação entre 2009 e 2014, mas o preço dos ativos subiu muito, o que acabou afugentando os interessados. A expectativa é que as vendas de medicamentos neste ano cresçam de 8% a 10%. Dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) mostram que as vendas do varejo farmacêutico cresceram 12% no acumulado de janeiro a setembro, alcançando R$ 29,2 bilhões.

Apesar da crise, a área de dermocosméticos tem apresentado bom desempenho. Assim como a TheraSkin, outros grandes laboratórios brasileiros passaram a investir nesse segmento, que cresceu acima de dois dígitos nos últimos anos.

Procurada, a TheraSkin e o Credit Suisse não quiseram comentar o assunto. A Almirall disse que não falaria sobre o tema. A Torrent informou que não comenta “rumores” de fusões e aquisições. A Pierre Fabre disse desconhecer as negociações. A Sun Pharma negou ter apresentado oferta pela farmacêutica brasileira.

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