Na AL, 14 milhões voltam à pobreza por causa da crise

Dados do Banco Mundial mostram que região retornou ao patamar de 2007

Efe-,

14 de fevereiro de 2010 | 17h18

LA PAZ - Pelo menos 14 milhões de pessoas na América Latina voltaram à pobreza devido à crise econômica mundial, segundo estimativas recentes do Banco Mundial, afirmou Felipe Jaramillo, diretor do organismo para Bolívia, Equador, Peru e Venezuela, em entrevista publicada neste domingo (14) pela imprensa local.

 

"O tema que nos preocupa muito é a pobreza; como Banco Mundial, controlamos muito e calculamos os indicadores da pobreza. Nos satisfaz muito ver que levamos cerca de oito anos seguidos de diminuição da pobreza, [mas] a crise interrompeu isso", afirmou Jaramillo ao jornal "La Razón".

 

Segundo o diretor regional do Banco Mundial, em 2009 a América Latina voltou aos níveis de pobreza de 2007, o que implica que foram apagados os avanços feitos em dois anos, entre outras coisas por causa da impossibilidade de gerar novos empregos, inclusive em alguns casos pelo aumento do desemprego, como efeito da crise.

 

Para Jaramillo, o desemprego subiu principalmente nos países mais afetados pela crise econômica, como o México, a região da América Central e ilhas do Caribe, enquanto teve menor impacto nos países que conseguiram reagir bem à crise, sobretudo na América do Sul.

 

Apesar disso, o diretor do Banco Mundial destacou que a América Latina pôde lidar com a crise graças a "grandes planos". Em casos como o do Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia e Chile, houve "transferências diretas às famílias mais pobres para evitar que elas ficassem sem dinheiro para se alimentar". 

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