Na Espanha, lucro do Santander sobe 10% no trimestre

O Santander reportou hoje uma alta de 10% do lucro no terceiro trimestre, para 1,80 bilhão de euros, de 1,64 bilhão de euros no mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo do esperado por analistas, que tinham previsto um lucro de 1,85 bilhão de euros. "O terceiro trimestre foi marcado por um ambiente econômico e financeiro desafiador", afirmou o banco em sua apresentação de resultados.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

27 de outubro de 2011 | 08h45

Nos primeiros nove meses do ano, o lucro líquido do Santander caiu 13%, para 5,3 bilhões de euros, em comparação com o mesmo período do ano passado. A unidade brasileira de banco de varejo teve o melhor desempenho entre as divisões do grupo nos primeiros noves meses do ano, em termos de contribuição para o lucro, representando 25% do lucro total do banco.

Em seguida aparecem as operações no Reino Unido, que contribuíram com 18%. A unidade de banco de varejo espanhola contribuiu com 10% do total do lucro. O enfraquecimento econômico na Espanha e em Portugal reduziu o lucro da divisão continental europeia do Santander em 10% nos primeiros noves meses deste ano.

O executivo-chefe do banco, Alfredo Saenz, afirmou a analistas que espera um lucro líquido em 2011 no mesmo valor ou "um pouco menor" do observado no ano passado. O lucro líquido com juros aumentou 4% no terceiro trimestre, para 7,70 bilhões de euros, em linha com as projeções dos analistas.

A taxa de empréstimos vencidos foi de 3,86% do total de empréstimos até o fim de setembro. Na Espanha, taxa de empréstimos vencidos foi de 5,15%.

O portfólio total de empréstimos do Santander cresceu 3% até o fim de setembro, para 734,3 bilhões de euros. Segundo o banco, a demanda continua fraca nas economias maduras onde opera, com sua carteira de empréstimos recuando 6% na Espanha até o fim de setembro e 13% em Portugal. Em contraste, a carteira de empréstimos do Santander se expandiu 19% na América Latina durante o mesmo período.

O banco afirmou que não precisará emitir ações ou cortar seu dividendo para cumprir as novas exigências de aumento de capital sob o novo plano da União Europeia. Segundo o Santander, os novos ajustes contábeis de marcação a mercado para a dívida soberana detida pelo banco, baseados nas novas regras estabelecidas pelas autoridades europeias hoje, terão um impacto de 1,5 bilhão de euros sobre seu capital principal. O Santander afirmou que venderá ativos e adotará outras medidas para levantar até 6,47 bilhões de euros de acordo com as novas regras de capital.

O Santander disse que tem como meta elevar a taxa de capital principal para 10% até junho de 2012. No fim do terceiro trimestre, sua taxa de capital principal era de 9,42%. As informações são da Dow Jones.

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