Não basta PIB crescer, é preciso emprego de qualidade, afirma Dilma

A presidente também voltou a defender que o governo incentive a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil

Fernando Travaglini, Silvana Rocha e Beatriz Bulla, da Agência Estado,

13 de setembro de 2013 | 11h45

A presidente Dilma Rousseff avaliou nesta sexta-feira, 13, não bastar ao País que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça, se esse avanço não for revertido em qualidade de vida para a população, com uma melhora nos empregos e na saúde, por exemplo.

"Tem de acabar com a história antiga que esse País pode ser rico com um povo pobre. Esse país só vai ser rico com o povo rico. Não basta o PIB crescer, tem de crescer para vocês (população). Não basta o PIB melhorar, a saúde tem de melhorar. Não adianta o PIB crescer se não tiver emprego de qualidade", avaliou a presidente, ressaltando, porém, que "é muito importante que o PIB cresça".

Ao mencionar a melhora na Saúde, Dilma voltou a defender que o governo incentive a vinda de médicos ao Brasil. "Temos de trazer mais médicos para atender à população desse País", disse.

Ao participar de cerimônia de formatura de alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Uberlândia (MG), Dilma defendeu que a educação e a geração de empregos são as melhores maneiras de acabar com a pobreza. "Só temos certeza que vamos acabar completamente com a miséria e com a pobreza por dois caminhos: educação e emprego", disse. Segundo a presidente, programas como o Pronatec não são um "favor", mas uma "obrigação" do governo. "É obrigação do governo pagar o Pronatec, não é favor", frisou.

Dilma afirmou que o Brasil era um dos países "mais desiguais" do mundo, situação que, avaliou, está mudando. "Nosso país, que antes era dos lugares mais desiguais do mundo, estamos garantindo que essa luta contra a desigualdade seja irreversível", destacou.

Dilma participou nesta manhã de formatura de 1.800 alunos do Pronatec Brasil Sem Miséria em Uberlândia (MG). (Colaborou Guilherme Waltenberg)

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