Não dava para ser competitiva sem concordata, diz CEO

Tom Horton, o novo executivo-chefe da American Airlines, disse que a desvantagem de custo da companhia aérea em relação à concorrência estava aumentando sem que houvesse um caminho claro de se retomar uma posição de competitividade fora da proteção da concordata.

RICARDO GOZZI, Agencia Estado

29 de novembro de 2011 | 15h23

Na avaliação de Horton, nomeado hoje chairman e executivo-chefe da terceira maior companhia aérea norte-americana em volume de tráfego, "esta era realmente a melhor hora" para que a American Airlines buscasse a reestruturação de sua dívida. "Nosso conselho de administração estava pensando no melhor caminho a seguir fazia já algum tempo", contou ele durante entrevista.

A holding AMR, da qual a American Airlines é subsidiária, informara anteriormente uma desvantagem de custo operacional de US$ 600 milhões em relação às concorrentes e vinha buscando contratos trabalhistas mais vantajosos e comprando aviões com mais eficiência energética na tentativa de voltar ao lucro depois de perder mais de US$ 10 bilhões desde 2001.

"Essa desvantagem de custo vinha aumentando e nós não conseguíamos enxergar uma linha clara para diminuí-la", disse Horton. "Não são apenas os custos trabalhistas. É a estrutura de capital, é a frota, são as instalações", explicou.

A holding AMR e sua subsidiária American Airlines ingressaram hoje com pedido de concordata em um tribunal de Nova York. O processo deve permitir que a empresa aérea continue com suas operações normalmente enquanto reestrutura sua dívida.

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