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'Não é improvável que o consignado possa bater abaixo de 1%', diz presidente do Santander Brasil

Sergio Rial disse que as taxas vão cair mais rapidamente quando o País tiver instrumentos para dar segurança e transparência nos empréstimos

Renata Cafardo, enviada especial, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 14h24

O presidente do Banco Santander Brasil, Sergio Rial, disse que as taxas de juros vão cair para o consumidor mais rapidamente quando o País tiver instrumentos para dar segurança e transparência nos empréstimos. Ao citar algumas taxas que já estão baixando, Rial fez uma previsão para o crédito consignado. "Não é improvável que o consignado possa bater abaixo de 1%." Hoje, está em torno de 2%. "Já começam a aparecerem níveis, eu reconheço que não em tudo, mas o financiamento de veiculo está abaixo de 1%, o que seria impensável há alguns anos".

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Como exemplo de medidas para baixar o juro, ele elogiou o cadastro positivo, que inclui informações de todos os consumidores em um registro. Quem tiver boa nota no cadastro terá melhores condições de compra. O texto-base do projeto do novo cadastro positivo foi aprovado no incido do mês pelo plenário da Câmara, por 273 a 150 votos, e deve voltar ao Senado. 

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"Existe essa inquietação, que é correta, mas três, quatro meses de 6,5% não é possível você ter (alinhamento dos juros reais à taxa da Selic), mas muita coisa já esta acontecendo", disse Rial, em entrevista dada em Salamanca, na Espanha. 

Ele está no país para um evento com reitores, promovido pelo Universia, iniciativa do banco que apoia universidades no mundo todo. 

Apesar de dizer que as eleições não estão influenciando nesse cenário, o presidente do Santander afirmou que "no momento em que o Brasil vai na direção certa, as pessoas passarão a se endividar de maneira mais condizente com que podem pagar." 

Ele disse também acreditar que em cerca de 18 meses o País já esteja com taxas de juros mais baixos. "Brasil é um pais ainda com necessidades importantes de ajustes fiscais. Não dá pra fazer uma projeção de mais de 18 meses."

A reporter viajou a convite do Banco Santander.

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