Não há conversas sobre resgate para a Espanha, afirma premiê

Rajoy negou qualquer negociação sobre um 2º resgate ao país e diz que fará ‘o que for do interesse do povo espanhol’ 

Priscila Arone, da Agência Estado,

28 de agosto de 2012 | 13h59

SÃO PAULO - O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, negaram nesta terça-feira que haja qualquer negociação para um segundo resgate à Espanha, informa o site do jornal El País. As declarações foram feitas depois de uma reunião entre as duas autoridades.

Ao ser perguntado sobre a sustentabilidade da dívida espanhola sem um resgate e sobre as condições que isso implicaria, Rajoy limitou-se a afirmar que fará "tudo o que é de interesse do povo espanhol" para resolver a questão. Já Rompuy esclareceu que o pedido cabe ao executivo espanhol. "A Espanha assumiu compromissos corajosos", afirmou ele.

Segundo o El País, o premiê espanhol disse a Rompuy que "a Espanha continuará a fazer as reformas necessárias para sair da crise". Rajoy, que defende "uma maior integração econômica e a implantação de uma união econômica e monetária", disse ser "muito importante" que a união bancária seja estabelecida até dezembro. Rompuy, fez uma declaração semelhante, afirmando que "é urgente que avancemos com a união bancária".

O jornal afirma que criação da união bancária é fundamental para a Espanha, porque vai permitir o resgate bancário de até 100 bilhões de euros aprovado pelo Eurogrupo em 20 de julho, mas Rajoy afirmou que as instituições bancárias não vão precisar de toda essa quantia em ajuda.

O premiê espanhol declarou que o principal problema enfrentado por algumas economias europeias no curto prazo é que "estão se financiando a um preço que não tem nada a ver com os fundamentos de sua economia."

Sobre o pedido de resgate feito pela região autônoma da Catalunha, Rajoy declarou que a prioridade é resolver problemas, e não gerar polêmicas. O premiê enfatizou que ajudará a região "como em muitas outras ocasiões".

Por sua vez, Rompuy declarou que, do ponto de vista europeu, as metas fiscais e econômicas devem ser aplicadas "no país, como um conjunto" e que a Espanha tem dado passos importantes para ajudar essas regiões, lembrando também que a forma como a Espanha vai atingir essas metas é de responsabilidade do país.

O presidente do Conselho Europeu referiu-se ao endividamento privado espanhol como consequência do boom imobiliário. Ele enfatizou o reconhecimento de "todos os sócios europeus" sobre os esforços realizados pelo país, mas destacou que é preciso "aplicar as reformas de forma plena". Segundo Rompuy, os movimentos do BCE podem ajudar a Espanha a superar a crise. 

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