Beto Barata/AE
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Não há falta de crédito para pessoa física e jurídica, diz Mantega

Ministro da Fazenda acredita, no entanto, que crédito deve ter expansão menor em 2011, de 17%, ante os 20% registrados no ano passado

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 18h44

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou ainda em entrevista à Agência Estado que não há falta de crédito para empresas e pessoas físicas no Brasil. "Para pessoas físicas e jurídicas, o crédito está disponível no mercado. Não há falta de crédito para a atividade econômica no Brasil", disse o ministro.

Ele lembrou que, no início do ano, o governo adotou medidas para restrição do crescimento maior do crédito, mas que foi a política adequada para aquele momento da economia brasileira. Ele ponderou, no entanto, que o crédito deve ter uma expansão de 17% em 2011 ante 20% em 2010.

Mantega acrescentou ainda que não há bolha de crédito no Brasil. "Não vamos permitir a ocorrência de bolhas no Brasil", disse.

Mantega assegurou ainda que o governo tem vários instrumentos para reagir a uma eventual escassez de crédito, caso haja uma deteriorização. Segundo Mantega, o Banco Central pode fazer leilões de dólares como fez na crise de 2008 para atender a demandas do comércio exterior e pode também utilizar os compulsórios para irrigar crédito no mercado interno. "Se vier a faltar (crédito para o comércio exterior), temos como resolver o problema, colocando leilões de divisa. O BC está a postos", disse o ministro, ponderando que não vê necessidade para isso, porque há oferta de dólares no País e que eles estão acessíveis.

Outra arma dentro do arsenal citada pelo ministro são os bancos públicos. "Temos os bancos públicos para aumentar o crédito e reduzir os juros, que usamos em 2009 e eles continuam aí". Além disso, ressaltou Mantega, o Brasil é um país que continua gozando de grande confiança internacional e que aplica nos mercados emergentes.

Ele ponderou ainda que a restrição de crédito é muito limitada a determinados nichos de mercado e admitiu que os bancos pequenos e médios estão tendo mais dificuldade de captar lá fora, já que agora o crédito está mais caro.

O ministro ponderou também que esse encarecimento do crédito reflete o cenário internacional, mas o Brasil "já está fazendo o antídoto" a esse cenário, com uma política monetária mais flexível, adotada desde agosto deste ano. Mantega assegurou que não faltará crédito para o crescimento da economia brasileira.

 

Texto atualizado às 19h09)

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