Não há sinal de desaceleração preocupante em investimento, diz Coutinho

Segundo o presidente do BNDES, investimentos neste ano estão avançando numa taxa sustentável de 6 a 7%

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 15h13

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta quinta-feira, 20, que a crise econômica internacional não afetou os planos de investimentos do País. "Não temos indicações de uma desaceleração preocupante de planos de investimento", disse Coutinho após participar do seminário "As Oportunidades da Indústria de Defesa e Segurança para o Brasil e a região do ABC", realizado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo.

De acordo com ele, o governo tem estado atento para manter o ciclo sustentado de investimentos no País. Coutinho disse que os investimentos em 2010 cresceram 21% e que neste ano estão avançando numa taxa de 6 a 7%, que é sustentável e suficiente para manter o ciclo. "O Brasil tem muitas alavancas para ultrapassar a crise", avaliou, citando como exemplos o volume de investimento na infraestrutura, "muito bem amadurecidos em termos de projetos e capacidade de oferecer isso ao setor privado ou em parceria com o setor público". Esse volume de projetos assegura uma ascensão dos investimentos em infraestrutura nos próximos anos.

Perguntado se não acha arriscada a política de afrouxamento monetário do Banco Central (BC) em um momento em a inflação no acumulado em 12 meses ainda estoura o teto da meta, Coutinho disse que confia plenamente na competência do BC. "E acredito que ele (BC) tem uma avaliação prospectiva do ritmo de crescimento e do que está acontecendo com a economia internacional", afirmou.

Ele ressaltou ainda que há no governo, especialmente da parte da presidente Dilma Rousseff, a compreensão de que a inflação não pode ser tolerada. "O regime de metas de inflação não foi e nem será abandonado. Temos de entender que a conjuntura internacional é desafiadora, mas o Brasil tem toda condição para atravessá-la sem ingressar num período de recessão", disse. Coutinho afirmou também que a equipe econômica tem que calibrar a política com sabedoria e cautela neste momento de desafio.

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