Não houve negligência em vazamentos de informações, diz CVM

Segundo presidente da Comissão, não há indícios de que as empresas envolvidas tenham sido negligentes

Leonardo Goy, da Agência Estado,

05 de setembro de 2007 | 11h30

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, disse nesta quarta-feira, 5, que não há nenhuma indicação de que as empresas tenham sido negligentes, nos casos que estão sendo investigados sobre vazamento de informação privilegiada, tanto na compra da Suzano Petroquímica, pela Petrobras, quanto na aquisição do Grupo Ipiranga, pelo consórcio formado por Petrobrás, Braskem e Grupo Ultra.  "Elas (as empresas) não foram negligentes. Pessoas traíram a confiança ao estar de posse de informações e usá-las de forma ilegal", disse Maria Helena, durante audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Câmara, para discutir o suposto caso de vazamento da informação.  Maria Helena acrescentou que geralmente as empresas são as maiores prejudicadas, em casos como esse. É por isso, segundo ela, que a CVM apóia iniciativas de auto-regulação, tomadas por participantes do mercado de capitais. Ela deu como exemplo a criação do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que estabelece um ambiente de maior rigor nas práticas de transparência e de governança corporativa.  Ação Maria Helena afirmou ainda que a CVM decidirá nesta semana se entra ou não com uma ação civil pública contra os investidores suspeitos de usar informação privilegiada na negociação de ações da Suzano Petroquímica antes de ser esta empresa comprada pela Petrobras.  "Os dois investidores suspeitos já estão com seus ganhos bloqueados, e nesta semana decidiremos se entramos com ação civil pública", disse.

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