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Não quero favor, quero isonomia competitiva, diz Gerdau

Para o presidente do grupo, o maior problema do setor industrial brasileiro é a desvantagem na competitividade, principalmente por causa da alta carga de impostos

Suzana Inhesta, da Agência Estado,

30 de setembro de 2011 | 16h33

O presidente do conselho de administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o maior problema do setor industrial é a desvantagem na competitividade, principalmente na questão da alta carga de impostos.

"A competitividade é uma composição de uns 15 itens. Eu tenho um monte de impostos a pagar que as empresas lá fora não tem. Eu não quero favor, quero isonomia competitiva", disse o executivo, que participa do Exame Forum 2011 - A construção de um Brasil Competitivo.

Apesar das críticas, Johannpeter elogiou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também participa do evento. "Ele é o ministro que mais fortemente enfrenta a questão da reforma tributária", declarou.

Usiminas

Johannpeter disse também que a fusão da Gerdau com a sua concorrente Usiminas "não esta na pauta" do grupo. O executivo ainda comentou que os preços do aço deverão se manter estáveis no curto prazo. "Não vejo perspectivas de mudança", declarou.

Sobre a recente valorização do dólar ante o real, Johannpeter avaliou que para a cadeira de manufaturados nacional o comportamento da moeda é benéfico. "E nós, como produtores de aço, estamos no meio do caminho da indústria de manufaturados, e também nos beneficiaremos", disse.

O executivo, porém, não quis arriscar qual seria um câmbio ideal. "Como ele flutua, não é absoluto, é muito difícil falar sobre a figura do câmbio", afirmou.

O executivo ainda comentou sobre a economia brasileira. "A situação financeira hoje do Brasil é uma maravilha. Os desafios que o Brasil tem são fruto de anos de não investimento", declarou, ressaltando que o desempenho da economia no ano que vem depende do que vai acontecer na Europa. "Temos que ficar muito atentos ao cenário internacional para nos adaptar a qualquer fato novo", completou o executivo.

(Texto atualizado às 17h34)

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