'Não vamos brincar com a estabilidade econômica', diz Lula

Segundo presidente, apesar da proximidade do fim do mandato, a questão fiscal deve ser tratada com seriedade e a inflação, controlada

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

24 de março de 2010 | 12h17

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 24, na abertura do programa Territórios da Cidadania, em Brasília, que ele e seu ministério vão continuar trabalhando com o mesmo empenho nesta fase final do seu mandato. "Nós não vamos brincar com a estabilidade econômica. A questão fiscal continuará sendo tratada com seriedade e a inflação tem quer ser controlada porque se ela voltar vai para cima do pobre", afirmou.

 

"Não vai ter nervosismo desta vez, porque temos consciência do que queremos até o final", disse Lula, numa referência ao final do governo Fernando Henrique Cardoso. Ele ressaltou que quer "separar as eleições da atuação do governo", uma vez que o Executivo tem o compromisso de não parar de governar por conta do pleito de outubro.

 

Lula também afirmou que os embates políticos, decorrentes da disputa eleitoral deste ano, não podem atrapalhar o andamento das ações do governo e especialmente os programas sociais. Ele reafirmou que lançará no próximo dia 29 a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para garantir orçamento ao próximo presidente, para tocar as obras.

 

Nesse momento do discurso, os participantes do evento começaram a gritar o nome da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. "Eu não posso dizer quem vai ser (o próximo presidente), apesar de, na minha cabeça eu ter consciência do que vai acontecer neste ano", afirmou.

 

Ministros

 

Segundo Lula, a saída dos ministros que disputarão as eleições não deve gerar incertezas. "Não terá nervosismos porque nós temos consciência do que nós queremos até o final do mandato", sublinhou. Um dos cotados para deixar o governo é o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

Apesar da promessa de controlar os gastos, Lula destacou que o governo aumentará programas que ampliem a renda dos mais pobres. Para ele, iniciativas como essas foram as responsáveis pela redução dos impactos negativos da crise financeira global sobre a economia brasileira.

 

"Vamos fazer mais política social. Apenas começamos a fazer política social", assegurou.

 

(Com Reuters)

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