Nasdaq tem máxima em 10 anos com Bernanke

O Nasdaq saltou para uma máxima em 10 anos nesta quarta-feira, em meio a um rali do mercado norte-americano após a coletiva de imprensa do chairman do Fed, Ben Bernanke, não afetar previsões otimistas de investidores a respeito da economia.

CHUCK MIKOLAJCZAK, REUTERS

27 de abril de 2011 | 18h11

O Dow Jones avançou 0,76 por cento, para 12.690 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 0,62 por cento, para 1.355 pontos. O Nasdaq registrou acréscimo de 0,78 por cento, para 2.869 pontos.

Os três principais índices do mercado ampliaram seus ganhos após comentários de Bernanke em coletiva, quando ele reiterou a postura do Fed de que a inflação é um problema transitório largamente relacionado à pressão exercida pelos preços das commodities.

O Nasdaq encerrou a sessão no maior patamar de fechamento desde 12 de dezembro de 2000. Entre as empresas com melhor desempenho estavam as ligadas ao varejo e ao setor de biotecnologia.

O índice Russell 2000 atingiu uma máxima histórica de fechamento de 858,31 pontos alinhado com investidores comprando ações de small-caps, um setor associado a fortes previsões de crescimento econômico.

O Federal Open Market Comittee, formulador de políticas do Fed, afirmou em comunicado que pretende concluir seu programa de compra de títulos de 600 bilhões de dólares em junho, conforme o cronograma.

Na coletiva, Bernanke afirmou que há "um pouco menos de vigor na economia" e previu um "número relativamente fraco, talvez abaixo de 2 por cento" para o crescimento do Produto Interno Bruto nos primeiros três meses do ano, indicando que o Fed deve manter sua política apesar de preocupações com a inflação.

"Ele se saiu muito bem. Não se atrapalhou com nada", disse Alan Valdes, diretor de trading na DME Securities, em Nova York. "Com toda a honestidade, eu daria a ele um B+. Ele esteve muito bem. Não tropeçou em nenhuma das questões".

Ações de biotecnologia ajudaram a levantar o Nasdaq, com os papeis da Regeneron Pharmaceuticals saltando 28,6 por cento após seu remédio experimental contra o câncer, o Zaltrap, que está sendo desenvolvido em parceria com a Sanofi-Aventis, aumentar a taxa de sobrevivência de pacientes em estágios avançados da doença durante testes.

O índice de biotecnologia NYSEArca subiu 2,8 por cento.

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