Divulgação/Natura
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Natura faz captação de US$ 600 milhões para alongar perfil da dívida

Companhia de cosméticos emitiu títulos da dívida com prazo de sete anos, com juros de 6,125% ao ano; papéis substituem outros bonds, de taxa mais alta

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2022 | 17h46

A gigantes dos cosméticos Natura captou nesta quarta-feira, 13, US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) em títulos de dívida (bonds) com prazo de sete anos, de acordo com fontes. Os títulos foram colocados à taxa de 6,125% ao ano, abaixo do patamar de 6,5% dado como ideia inicial remuneração.

A companhia usará os recursos para recomprar US$ 462 milhões em títulos da Avon, sua subsidiária, que vencem no ano que vem e que pagam juro anual de 6,5%. Como a Natura quer melhorar o perfil de sua dívida para chegar ao grau de investimento, o custo e prazo eram uma negociação relevante para que a empresa não prejudique sua alavancagem.

Essa é a primeira emissão de bonds no mercado de dívida externa desde fevereiro, quando se iniciou o conflito na Ucrânia. A operação foi coordenada pelos bancos BofA Securities, Citigroup, HSBC, Itaú BBA, JPMorgan, Mizuho Securities e Morgan Stanley.

Atualmente, a Natura tem classificação de crédito (rating) BB pela Fitch Ratings e pela S&P, uma nota acima do teto do Brasil. De acordo com a apresentação feita a investidores, a companhia fechou 2021 com um índice de alavancagem de 1,88 vez a geração de caixa (medida pelo lucro antes de impostos, amortizações e depreciações, o Ebitda), uma retração ante a taxa de 2,32 vezes ao fim de 2019.

Com a recompra dos bonds da Avon, o Grupo Natura passa a ter seus maiores vencimentos a partir de 2025, sendo o maior deles em 2028, de R$ 5,6 bilhões. A Natura afirmou ainda, de acordo com fontes, que seu caixa de R$ 6 bilhões deixa a empresa confortável para honrar compromissos com dívida nos próximos anos.

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