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Natura vai atrás de empresas inovadoras

Companhia aporta US$ 5 milhões em veículo de investimento para adquirir fatias minoritárias em fabricantes de cosméticos com alto potencial de crescimento, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, e diz que haverá outras iniciativas no futuro

Agência Estado e Reuters

04 de maio de 2019 | 04h00

A Natura aportou US$ 5 milhões num fundo de venture capital, especializado em empresas fechadas, para investir em novas marcas nos segmentos de beleza e bem-estar, principalmente na Europa e Estados Unidos. Os recursos foram colocados no Dynamo Beauty Ventures, da gestora brasileira Dynamo.

“A Dynamo Beauty Ventures é o primeiro instrumento que atende nossos critérios e focos daqui para a frente”, disse Roberto Marques, presidente do conselho de administração da Natura, em teleconferência com analistas. “Haverá mais dessas iniciativas no futuro.”

O objetivo do fundo é identificar e investir em marcas emergentes e com alto potencial de crescimento, no exterior. Por meio dele, a Natura pretende adquirir participações minoritárias em empresas inovadoras.

Os resultados da empresa no primeiro trimestre de 2019 foram considerados fracos por analistas, mas vieram em linha com o esperado. O lucro líquido da empresa foi de R$ 13,5 milhões nos três primeiros meses do ano, ou 44,8% do registrado no mesmo período de 2018.

Segundo Marques, apesar de condições desafiadoras, a empresa está no caminho para cumprir metas e reduzir a alavancagem. A empresa espera reduzir sua dívida líquida em relação à geração de caixa para 1,4 vez até 2021, em comparação com 2,95 vezes no fim de março.

O endividamento da Natura é importante porque ela vem negociando com a Avon, dois anos depois de adquirir a marca The Body Shop por 1 bilhão de euros.

Reveladas no fim de março, as negociações envolvem a compra da Avon na América do Norte, empresa de capital fechado à parte, além da Avon negociada em bolsa e que opera ao redor do mundo. Segundo Marques, as conversas com a Avon continuam, mas sem novidades.

Já a The Body Shop tem crescido nas vendas diretas, de onde já vêm 5% da receita da marca. Porém, as vendas recuaram 0,2% no trimestre, pelo fechamento de 44 lojas de baixo desempenho.

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