'Negócios às vezes não vão pra frente', diz Costa sobre PDVSA

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sinalizou nesta segunda-feira que a sociedade com a estatal venezuelana PDVSA para a construção da refinaria Abreu e Lima talvez acabe.

REUTERS

23 de maio de 2011 | 20h47

Segundo ele, o tempo está ficando escasso para que a venezuelana cumpra com sua parte no acordo para a construção da unidade que deverá processar 230 mil barris de petróleo por dia em Pernambuco.

"Negócios às vezes vão pra frente, às vezes não vão", afirmou Costa a jornalistas, já considerando a possibilidade de que a estatal brasileira tenha que seguir sozinha com o projeto, inicialmente orçado em 8 bilhões de dólares.

O executivo afirmou que a PDVSA tem até agosto para assumir a sua parte de 40 por cento no acordo da refinaria. A empresa venezuelana precisa negociar com o BNDES até este prazo a sua parte do financiamento de 10 bilhões de reais que será liberado pelo banco para o projeto.

"Eles precisam fechar até agosto a negociação das garantias com o BNDES, que ainda não foi fechada, assumir os 40 por cento dessa dívida, que dá aproximadamente 4 bilhões de reais, e a partir de agosto tem que fazer o investimento necessário para concluir a obra".

"Se não fechar até agosto, a Petrobras vai se reservar o direito de tomar a decisão que ela quiser, porque não se cumpriu um item na viabilização da sociedade", acrescentou.

A unidade em Pernambuco poderia processar uma parcela de petróleo venezuelano.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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