Negócios como da Glencore-Xtrata podem estimular fusões no setor

Meganegócios como a planejada aquisição da Xstrata pela Glencore poderão estimular outras mineradoras a embarcar em mais operações de fusões e aquisições no setor, disseram analistas sêniores de bancos durante o Reuters Mining and Metals Summit nesta terça-feira.

VICTORIA HOWLEY, REUTERS

27 de março de 2012 | 12h26

"O mercado está razoavelmente conduzindo a M&A (fusões e aquisições), outros grandes negócios estratégicos podem levar as pessoas a pensar sobre seu destino", disse David Hammond, diretor global para metais e mineração do Morgan Stanley, durante encontro.

As aquisições e fusões globais caíram para 416 bilhões no primeiro trimestre de 2012, ante 737 bilhões de dólares um ano atrás, de acordo com dados preliminares da Thomson Reuters, em meio à crise de endividamento na zona do euro e os temores quanto ao crescimento da economia global.

Mas os mercados financeiros tiveram forte recuo no primeiro trimestre, e os bancos avaliam que o fluxo de negócios poderá melhorar, citando a melhora das condições financeiras.

A indústria de metais e mineração suportou a volatilidade nos mercados muito melhor que outros setores. O ano passado foi o segundo mais movimentado desde o recorde de 2006, com 3.263 negócios no valor de 222,9 bilhões de dólares, representando 15,7 por cento de toda a movimentação no mercado de fusões e aquisições

"Nós observamos um bom volume de debates entre clientes sobre se devem seguir neste ambiente (volátil)", disse Tom Massey, chefe para metais, mineração e químicos do Citigroup para Europa, Oriente Médio e África.

"Postergar atividade corportativa não é uma opção para alguns, uma vez que os melhores ativos estão começando a ficar muito caros, porque muitos deles já foram consumidos".

Desinvestimentos corporativas de grandes mineradoras destinados a simplificar sua estrutura também são vistos como motivadores para os negócios, de acordo com Mark Echlin, co-diretor global para o setor industrial do Credit Suisse.

"Ativos que são materiais para uma companhia de 50 bilhões de dólares são mais difíceis de defender do que para uma companhia de 100 bilhões de dólares", disse ele.

(Reportagem adicional de Naomi O'Leary)

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