Neoenergia disputará hidrelétricas no leilão A-5

A Neoenergia quer participar do leilão de energia A-5, marcado para outubro deste ano, na disputa pela concessão de grandes hidrelétricas, disse o diretor financeiro da empresa, Erik Breyer, nesta quarta-feira.

Reuters

22 de agosto de 2012 | 11h41

"A gente continua na nossa estratégia de investir pesado em geração. Vamos participar dos próximos leilões", disse o diretor ao acrescentar que a empresa não está focada apenas no investimento em geração hidráulica, mas é mais competitiva nessa fonte.

O leilão A-5 deve ter licitar, entre os grandes projetos hidrelétricos, as usinas Cachoeira Caldeirão (219 MW), no Amapá, Sinop (400 MW), no Mato Grosso, e Ribeiro Gonçalves (113 MW), no Piauí, conforme já informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Segundo Breyer, a empresa estudará todos os lotes e fará oferta por alguns deles, afirmou, respondendo questão sobre quais projetos hidrelétricos no leilão interessam a Neoenergia.

O executivo disse que a Neoenergia também está interessada em projetos de energia eólica --fonte na qual vem investindo por meio de joint-venture com a controladora espanhola Iberdrola -- e que a empresa também não descarta realizar novos projetos termelétricos a gás, se encontrar oportunidades.

A Neoenergia é uma das acionistas do grupo que constrói a usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) e da hidrelétrica Teles Pires, e iniciará em fevereiro de 2013 a construção da hidrelétrica Baixo Iguaçu, no Paraná.

"Nosso foco maior é geração hidráulica e somos grandes fãs de usinas de grande porte na Amazônia", acrescentou Breyer.

As hidrelétricas de Belo Monte e Teles Pires têm sido alvo de ações contrárias por parte de promotores de Ministérios Públicos em relação aos impactos ambientais e na vida dos povos indígenas.

Na semana passada a justiça determinou a paralisação das obras de Belo Monte, no rio Xingu.

"Desafios fazem parte do negócio. Quando a gente entra em um projeto de geração de grande porte, sabemos que é necessário estar preparado para todos esses desafios", disse Breyer sobre Belo Monte.

Breyer acrescentou que a empresa continua em conversas com a Copel para que a companhia paranaense entre no projeto para construção e operação da usina Baixo Iguaçu, na qual é controladora. "É uma possibilidade que a Copel entre sim", disse.

Desde 2011, a Copel demonstra interesse em ser acionista na usina, que terá 350 megawatts (MW) de potência instalada. Breyer não quis dar mais detalhes sobre quanto a Copel pode deter no projeto. A usina tem previsão de entrada em operação em 2016.

(Por Anna Flávia Rochas)

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