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Neoenergia investirá R$ 5 milhões em energia solar em Fernando de Noronha

Demanda da ilha é atendida atualmente por usina termelétrica que gastou 3,8 milhões de litros de diesel em 2010; projeto pode diminuir em até 10% o consumo anual do combustível na região

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

26 de dezembro de 2011 | 16h20

RIO - O grupo Neonergia investirá R$ 5 milhões em empreendimento de energia solar na ilha de Fernando de Noronha. A ação faz parte do Programa de Eficiência Energética, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foi formalizada nesta segunda-feira, 26, no Rio,  por meio de assinatura de convênio com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica para instalação do projeto de Geração Solar Fotovoltaica na ilha.

Atualmente, a demanda por energia de Fernando de Noronha é atendida pela usina termelétrica de Tubarão, que consumiu 3,8 milhões de litros de diesel em 2010, o que representou em torno de R$ 7,3 milhões. "O projeto pode diminuir em até 10% o consumo anual de óleo diesel utilizado na geração energética da ilha", afirmou o presidente do grupo, Marcelo Corrêa.

O empreendimento será tocado por meio da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), coligada do grupo, que implantará os painéis de geração de energia solar conectados à rede elétrica da ilha. "Em hipótese nenhuma você pode abrir mão da termelétrica", disse Corrêa, acrescentando que a geração de energia será acoplada à da térmica para atender à demanda.

Os painéis serão instalados em uma área de aproximadamente seis mil metros quadrados pertencentes à Aeronáutica. O sistema terá capacidade de gerar 400 kilowatt-pico (kWp), com expectativa de geração anual de 600 MWh - sendo que esta geração ao ano representa em torno de 6% do consumo da ilha.

Corrêa preferiu não tecer comentários sobre possível compra de controle do grupo pelos espanhóis da Iberdrola. "Não falo sobre isso. Isso é conversa de sócio" afirmou.

Atualmente, a Iberdrola tem 39% da Neoenergia. Há duas semanas, rumores apontavam intenção da Iberdrola de elevar esta participação para 60%, com redução da fatia da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil; e saída do Banco do Brasil (BB) da composição acionária da Neoenergia. Com a mudança, os outros acionistas do grupo, além da Iberdrola, seriam a Previ; e o BNDES, por meio do BNDESpar, braço de participações do banco estatal, que atuaria como parceiro estratégico. Porém, BNDES, Previ e BB negaram a mudança em comunicados oficiais.

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