Clayton Souza/Estadão
Clayton Souza/Estadão

Neoenergia segue na briga por Eletropaulo, diz presidente

Disputa entre a empresa de controle espanhol e a italiana Enel pode definir nova líder no mercado de distribuição de energia

Reuters, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 04h00

A Neoenergia, que é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola e ainda tem como sócios a Previ e o Banco do Brasil, segue interessada na aquisição da Eletropaulo, pela qual tem travado uma disputa de ofertas com a rival italiana Enel, disse nesta segunda-feira, 21, o presidente da companhia, Mario Jose Ruiz-Tagle.

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A briga pela Eletropaulo, que tem incluído trocas de acusações entre as empresas pela mídia e junto a reguladores, é liderada no momento pela Enel, com uma oferta de R$ 32,20 por ação da companhia, o que pode representar até cerca de R$ 5,39 bilhões.

O negócio também deverá definir a liderança no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, uma vez que tanto os italianos quanto os espanhóis assumirão a ponta do setor se tiverem sucesso na compra da Eletropaulo, a maior distribuidora do Brasil em faturamento.

“Mantemos nosso interesse, mas, como tenho sinalizado reiteradamente, nosso interesse tem limites, dados pela racionalidade econômica, limites dados pela saúde financeira da companhia”, afirmou o executivo. O último lance da Neoenergia pela Eletropaulo foi de R$ 32,10 por ação.

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Quem dá mais?  Um leilão em que as ofertas de aquisição serão colocadas para os acionistas da Eletropaulo está agendado para 4 de junho. Os interessados têm até o dia 24 deste mês para apresentar as últimas propostas. Esse também é o prazo limite para que um novo interessado anuncie sua intenção de entrar na concorrência.

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Segundo Tagle, as regras de governança da Neoenergia definem que ela pode elevar suas ofertas dentro de um intervalo predeterminado, definido por uma avaliação realizada por um banco de primeira linha.

A Neoenergia tem ativos de geração e transmissão e controla distribuidoras na Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e entre São Paulo e Mato Grosso do Sul (Coelba, Cosern, Celpe e Elektro). “Sem dúvida teríamos sinergias importantes, e isso é o que justifica e é o racional por trás do nosso preço”, diz o executivo.

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