Nervosismo cresce e índices de NY caem mais de 3%

Os principais índices do mercado acionário norte-americano encerraram em forte queda nesta quinta-feira, emendando a quarta queda consecutiva, em meio ao fracasso dos formuladores de políticas em conter a estagnação econômica global.

CHUCK MIKOLAJCZAK, REUTERS

22 de setembro de 2011 | 18h03

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 3,51 por cento, para 10.733 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 3,25 por cento, para 2.455 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 3,19 por cento, para 1.129 pontos.

O forte giro financeiro do mercado nesta quinta-feira sinalizou que investidores estão vendendo por preverem perdas ainda maiores. O medidor do nervosismo de Wall Street, o índice de volatilidade CBOE, saltou 12 por cento, o maior salto percentual de 2 dias em um mês.

Ações dos setores de energia e matérias-primas estiveram entre as mais afetadas, com temores sobre a diminuição do ritmo de crescimento da demanda mundial. A desaceleração na China alimentou o nervosismo.

"É duro descobrir qualquer coisa que funcione como catalisador positivo para o mercado, seja doméstico ou internacional", disse o estrategista-chefe de derivativos da TD Ameritrade, J.J. Kinahan.

Dados mais fracos da China se seguiram a uma projeção inquietante sobre a economia dos EUA emitida pelo Federal Reserve, o banco central do país, alinhada com crescentes temores de recessão. Na quarta-feira, o Fed afirmou ver "riscos significativos de deterioração" na economia.

O setor industrial chinês teve uma contração pelo terceiro mês seguido, enquanto o setor de serviços, dominante na zona do euro, encolheu em setembro pela primeira vez em dois anos.

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