Divulgação/Nespresso
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Nespresso expande presença no País para dobrar vendas para empresas até 2025

Companhia ampliou os negócios no mercado brasileiro para não ficar só restrita aos lares das classes A e B: agora, está de olho nas vendas para o setor corporativo

Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2022 | 11h00

A Nespresso quer levar o seu cafezinho para mais empresas no País. A companhia, parte da multinacional Nestlé, tem a meta de dobrar a sua participação nas vendas de café para o segmento corporativo até 2025, incluindo escritórios, hotéis e restaurantes.

Para atingir o objetivo, a Nespresso colocou para dentro de casa o processo de distribuição e venda para o segmento corporativo nas regiões Sul e Centro-Oeste do País. Antes, a empresa concentrava esforços nesses negócios nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Tínhamos uma atuação com equipe própria em São Paulo e Rio de Janeiro, de onde vinha 80% da receita, mas 68% do nosso potencial total de mercado para o segmento corporativo estava nas demais regiões do País. Por isso, começamos a repensar nossa rota e buscamos maior proximidade com os clientes”, afirma Adriana Vieira, diretora comercial B2B na Nestlé Nespresso. No ano de 2021, o segmento corporativo da empresa cresceu 46% em relação ao ano anterior.

Durante a pandemia de covid-19, a empresa reviu seu planejamento de expansão, iniciado em 2019, para estar preparada para a retomada do consumo de café fora de casa. A companhia estima que o mercado brasileiro tenha potencial para o consumo de 12 bilhões de xícaras de café por ano em empresas, enquanto a fatia de mercado da Nespresso pode chegar a um quarto desse montante, 3 bilhões de xícaras.

Expandindo o público

De acordo com Sérgio Molinari, fundador da consultoria Food Consulting, especializada no ramo de comida fora de casa, a expansão dos negócios de café para o segmento corporativo segue os limites de se atender somente ao público das classes A e B, disposto a pagar entre R$ 5 e R$ 8 por uma xícara de café. 

“O café é uma combinação do preparo, das máquinas utilizadas e do grão. Isso oferece uma oportunidade gigante para máquinas que fazem bons produtos. Essas soluções, ainda que mais caras para o empresário, são muito mais seguras para oferecer um produto de qualidade para o consumidor com preço justo e sem risco de insatisfação em relação ao café, o que pode ser um detrator do estabelecimento”, afirma. 

Segundo dados da Food Consulting, a retração do serviço de alimentação fora de casa chegou a 29% em 2020, considerando a inflação. Em 2021, a recuperação foi de 19% em relação ao ano anterior. Ou seja, o setor tem muito mercado a recuperar. Entretanto, o cenário de 2022 é positivo, com o crescimento do PIB e do número de empregos, dois fatores relacionados com o consumo de alimentos fora do lar.

Tecnologia pós-covid

No ano passado, para retomar o crescimento, a Nespresso criou uma máquina chamada Momentum, voltada a empresas, para permitir que o café fosse feito sem a necessidade de as pessoas tocarem em um botão. A ideia era evitar o contato físico com o equipamento no ano em que a covid-19 teve seu ápice de casos no País. Todo o processo para fazer o cafezinho era feito por meio do celular, com a leitura de um QR-Code. 

A expansão das vendas corporativas também visa a trazer contratos de longo prazo e faturamento mais previsível do que o vindo das vendas no varejo. A Nespresso tem na carteira clientes dos setores financeiro, saúde, restaurantes e grandes redes de hotéis. Mesmo com a alta de preços de artigos como o café, em razão da alta global das commodities, a empresa prevê fechar o ano de 2022 no mesmo patamar de vendas de 2019 no segmento corporativo.

A Nespresso busca também ampliar a reciclagem de suas cápsulas de café. A empresa fez uma parceria com os Correios para que os clientes possam enviar as cápsulas para pontos de coleta de forma gratuita. Além disso, de 250 parceiros comerciais no País, 150 deles também fazem o recolhimento de cápsulas.

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