Nestlé aposta em mercados emergentes para driblar alta de custo

A Nestlé, maior grupo alimentício do mundo, afirmou que a forte demanda nos mercados emergentes ajudará a equilibrar o intenso aumento nos custos de produção ao longo deste ano, após divulgar vendas de 2010 acima do previsto.

REUTERS

17 de fevereiro de 2011 | 10h01

O grupo suíço disse estar bem posicionado para lidar com os aumentos dos preços das commodities por meio do controle de custos e do aumento dos valores de seus produtos.

"Vimos um significativo aumento dos preços de matérias-primas no segundo semestre", disse o vice-presidente financeiro da Nestlé, Jim Singh. "Esperamos de 2,5 bilhões a 3 bilhões de francos suíços adicionais em custos de produção em 2011."

O aumento seria de entre 8 e 10 por cento sobre a base de custos de cerca de 30 bilhões de francos suíços, segundo a companhia.

A Nestlé está contando com sua sólida presença nos mercados emergentes, onde o crescimento das vendas foi de 11,5 por cento em 2010, além do bom desempenho de marcas como a do chocolate KitKat para equilibrar os altos preços de leite, cacau, café, açúcar e grãos.

As vendas totais do grupo cresceram 6 por cento no ano passado, superando a previsão de 5,5 por cento segundo pesquisa da Reuters, sendo que no quarto trimestre o avanço foi de 6,4 por cento. Com isso, a empresa aposta no cumprimento da meta de alta de entre 5 e 6 por cento nas vendas deste ano.

A Nestlé' também informou nesta quinta-feira que encerrou 2010 com lucro líquido de 34,2 bilhões de francos suíços. As vendas de cápsulas de café Nespresso superaram 3 bilhões de francos (3,1 bilhões de dólares) pela primeira vez, segundo a companhia.

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