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Nestlé está em 'alerta' com surto de Ebola na África Ocidental

Nestlé tem ajudado a Cruz Vermelha no combate ao vírus com o objetivo de evitar que a doença chegue a Costa do Marfim e Gana

Agência Estado e Reuters, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 09h10

O executivo-chefe (CEO) da Nestlé, Paul Bulcke, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a empresa está em "alerta" com o surto de vírus Ebola na África Ocidental, importante região produtora de cacau. "Esse surto afeta a nós e a sociedade em geral", afirmou em teleconferência com analistas após a divulgação dos resultados financeiros da companhia nos nove primeiros meses do ano. O surto da doença fez o preço do cacau disparar, o que pode encarecer o chocolate.

A Nestlé não possui fábricas em Serra Leoa, Guiné ou Libéria, os mais afetados pelo Ebola, mas tem ajudado a Cruz Vermelha no combate ao vírus, com doação recente de 100 mil francos suíços (US$ 106 mil). O objetivo é evitar que a doença chegue a Costa do Marfim e Gana, os principais produtores mundiais, que respondem por mais da metade da oferta global da amêndoa.

Mais cedo, a Nestlé reportou queda de 3,1% nas vendas no acumulado do ano até setembro ante igual período do ano passado, para 66,2 bilhões de francos suíços (US$ 70,4 bilhões). A fabricante de alimentos não divulga outras informações financeiras, como lucro ou prejuízo, no período. As vendas da companhia desaceleraram nos primeiros nove meses do ano com o impacto de uma fraqueza no desempenho na Ásia e pressões sobre preços na Europa. 

Nas Américas, as vendas da companhia tiveram queda de 7% no período, para 19,3 bilhões de francos suíços. A empresa disse no relatório de vendas que a confiança do consumidor variou na América Latina, especificamente, mas pontuou ter registrado boas performances no Brasil nas categorias de atuação do grupo. 

A maior empresa de alimentos do mundo em receita disse que o crescimento orgânico, uma medida de vendas que corta os impactos de aquisições e flutuações cambiais, foi de 4,5% no período. A Nestlé manteve sua meta de crescimento orgânico para o ano em torno de 5%.

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