Nestlé promete agir contra trabalho infantil na Costa do Marfim

O trabalho infantil ainda é comum nas plantações de cacau na Costa do Marfim que abastecem a Nestlé, concluiu uma investigação de um grupo de direitos dos trabalhadores. O levantamento fez a maior grupo de alimentos do mundo prometer redobrar esforços para acabar com a prática.

Reuters

29 de junho de 2012 | 15h11

A Associação do Trabalho Justo (FLA, em inglês), organização civil com sede em Washington, disse nesta sexta-feira que a investigação foi resultado da primeira vez que uma multinacional produtora de chocolate permitiu acesso irrestrito a sua rede de fornecimento.

"A investigação da FLA concluiu que o trabalho infantil continua, apesar dos esforços da indústria contra ele", disse a associação.

Grupos internacionais há muito tempo denunciam que crianças trabalham em condições de se parecem com as de regime de escravidão em plantações de cacau da Costa do Marfim, embora muitos no país frequentemente neguem que o problema exista. A Costa do Marfim produz um terço do cacau mundial.

A Nestlé disse que seguirá todas as recomendações da FLA, principalmente para alertar sobre o problema e exigir atitudes da indústria.

"O uso de mão de obra infantil em nossa rede de fornecimento de cacau vai contra tudo o que representamos", disse o vice-presidente de operações da Nestlé, José López.

"Como o relatório da FLA deixa claro, nenhuma companhia que se abastece de cacau da Costa do Marfim pode garantir que isso não ocorra, mas o que podemos dizer é que combater o trabalho infantil uma grande prioridade para nossa companhia."

A organização afirma que problemas de saúde e de segurança no trabalho são frequentes, com a maior parte dos ferimentos causados pelo uso de facões. A entidade acrescenta que os trabalhadores frequentemente excedem as 60 horas de trabalho semanal definidas no código da Nestlé.

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