NetShoes vai decidir em 2014 se realiza IPO

Com os recursos da abertura de capital, a empresa poderia consolidar sua presença no Brasil, além de crescer na Argentina e México

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

16 de setembro de 2013 | 15h37

SÃO PAULO - O vice presidente de planejamento da NetShoes, José Rogério Luiz, disse que a companhia estará pronta a partir de 2014 para decidir sobre uma eventual abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). Segundo ele, o IPO poderia ocorrer no Brasil ou nos Estados Unidos. "O IPO é para um projeto de longo de prazo", afirmou a jornalistas após participar de evento sobre o setor de comércio eletrônico na Fecomercio-SP.

Luiz afirmou que o foco da empresa, com o ingresso de recursos adicionais, seria para consolidar sua presença no Brasil, no mercado de artigos esportivos, assim como crescer na Argentina e no México, outros países em que atua.

Sobre a decisão sobre a opção de listagem, no Brasil ou nos Estados Unidos, ele disse que isso se daria pela percepção dos investidores sobre o modelo de negócio da empresa. No entanto, ele afirma que "os dois mercados estão muito próximos", o que poderia abrir espaço para a capitalização ocorrer em qualquer um dos países.

"Abrir o capital tem que ser uma vontade, não uma necessidade. Nós estamos no campo da vontade", afirmou.

Amazon. A gigante norte-americana de comércio eletrônico Amazon ainda deve demorar a operar no Brasil de forma semelhante a sua atuação no EUA, na avaliação do vice presidente de planejamento da NetShoes, José Rogério Luiz. A Amazon é a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, com sede Seattle (EUA). "Acredito que (a Amazon) não entrará no Brasil sem um aporte de capital. O modelo dos Estados Unidos não cabe no Brasil", afirmou durante debate sobre o setor de comércio eletrônico na Fecomercio-SP.

Segundo ele, os ciclos de geração de caixa são diferentes entre os negócios no mercado brasileiro e o norte-americano. Nos EUA, a varejista recebe à vista e paga a prazo os fornecedores. "Esse modelo é invertido por aqui", afirmou, explicando que no Brasil a empresa financia o cliente, o que gera uma saída maior de caixa, em comparação ao mercado norte-americano.

Prazos. O executivo da NetShoes acrescentou que o mercado brasileiro incorporou práticas como frete grátis e pagamentos alongados sem juros. "Isso se deu pela entrada de players físicos entrando no e-commerce", disse. Luiz afirmou que a empresa adotou uma estratégia há cerca de dois anos de limitar o frete grátis e aumentar o valor das parcelas mínimas. Os custos sobre a receita líquida, assim, caíram de 16% para 6,5%, afirmou.

Outra empresa que também reduziu os prazos para financiamento foi a Máquina de Vendas. Segundo o diretor de comércio eletrônico da empresa, Marcelo Ribeiro, os prazos médios recuaram de nove vezes sem juros para cinco vezes, em média. "Isso nos possibilitou a operar com nossa própria geração de caixa", afirmou Ribeiro, ressaltando que o braço de e-commerce da varejista "passou a operar com lucro".

Ribeiro ressaltou que a empresa vem estudando alternativas para redução de custos operacionais com a integração entre os canais online e físico. "Não faz sentido enviarmos um produto do centro de distribuição de Belo Horizonte ou São Paulo para o Norte, se temos lojas por lá. Precisamos juntar os CDs das lojas físicas ao e-commerce", afirmou o executivo da Máquina de Vendas, holding que controla as redes de lojas Insinuante e Ricardo Eletro.

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